quinta-feira, 21 de maio de 2015

Até onde você iria por amor?

“Senhora dos Afogados” – de Nelson Rodrigues – a mais nova montagem da Cia da Farsa, mostra a linha tênue que separa o amor e a loucura

Depois de fazer sucesso na 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, a Cia da Farsa, premiado grupo de teatro com 13 anos de história, volta em cartaz em Belo Horizonte com um dos textos mais polêmicos do teatro brasileiro: “Senhora dos Afogados”. A obra, escrita por Nelson Rodrigues em 1947, ganhou uma adaptação contemporânea, que moderniza o mito de Electra.

Tudo começa com o velório de Clarinha, segunda filha da tradicional família Drummond a morrer afogada. Mas afinal, a menina se matou ou foi um acidente? O mistério aumenta quando o patriarca da família, Misael, recém-empossado ministro, passa a ser assombrado por um fantasma do passado, ao mesmo tempo em que é confrontado pelo noivo da filha Moema, um homem em busca de vingança. Uma trama cheia de segredos revelados e com um final surpreendente.

Segundo o diretor convidado João Valadares, apesar da tragédia, o amor é um dos principais pilares da peça. “Senhora dos Afogados é como uma missa rezada às avessas. Os personagens, de certa forma, estão pecando, cometendo grandes crimes, mas tudo em nome do amor. O público irá encarar questões importantes do cotidiano, do ser - humano, mas tudo com diversão. É um espetáculo honesto, com a nossa leitura, que traz bastante da trajetória da Cia da Farsa”, diz.

Indicado ao Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas 2015 na categoria “Melhor Criação de Luz”, por Felipe Cosse e Juliano Coelho, “Senhora dos Afogados” inova ao trazer para a trilha sonora apenas canções de rock das bandas Talking Heads e Radiohead. O cenário é de Yuri Simon, os figurinos de Steysse Reis, maquiagem de Gabriela Domingues, e preparação corporal e assistência de direção de Anderson Vieira. No elenco estão os atores Alex Zanonn, Alexandre Toledo, Marcus Labatti, Pedro Vieira e Sidneia Simões.

SERVIÇO

Cia da Farsa apresenta: “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues
Quando: De 05 a 21 de junho – Sextas e sábados às 21h, domingos às 19h
Local: Teatro Marília – Av. Alfredo Balena, nº 586 – Santa Efigênia
Ingressos: Na bilheteria: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia)
Nos postos do Sinparc: R$ 12 (preço único)
Lista amiga: mande seu nome para o e-mail ciadafarsa@gmail.com e pague R$ 10
Classificação indicativa: 16 anos / Informações: (31) 3277-6319

sábado, 2 de maio de 2015

O que você faria se parasse de ver as pessoas?

Essa semana eu tive a oportunidade de assistir a pré-estreia do filme "Entre Abelhas" e, de quebra, entrevistar o ator Fábio Porchat, que veio a Belo Horizonte divulgar o longa-metragem.

Apesar do pouco tempo que tive para conversar com ele (cerca de 3 minutos e meio - o que pra rádio é até um tempo considerável), deu pra perceber como o Porchat está feliz com este novo projeto, que foge bastante do estilo em que a gente está acostumado a vê-lo.

Em "Entre Abelhas" ele vive Bruno, um editor de imagens recém-separado da esposa que passa a não mais enxergar as pessoas. Elas vão desaparecendo, literalmente, inclusive das fotos. Ele tropeça no ar, esbarra no que não vê... Com a ajuda da mãe, vivida pela ótima Irene Ravache e do melhor amigo, interpretado por Marcos Veras, ele vai tentar descobrir o que se passa na sua vida. No elenco estão presentes ainda os atores Marcelo Valle, Giovanna Lancellotti e Letícia Lima.

A proposta do filme é bem interessante e prende a atenção do espectador. Afinal, o que está acontecendo com ele? A gente fica o tempo todo tentando encontrar uma explicação lógica, esperando o momento em que Bruno voltará a enxergar as pessoas.

"Entre Abelhas" tem toques de humor. Não é um filme para dar gargalhadas, mas também não é do tipo que nos faz chorar. É uma tragicomédia nervosa. A própria figura do Porchat (e de alguns de seus colegas de "Porta dos Fundos" que estão no elenco) já é engraçada por natureza, mas é bom separar as coisas. Não é esse o objetivo do filme. Inclusive há cenas bem dramáticas, como quando ele se encontra sozinho numa São Paulo deserta, ou quando a mãe, doente, passa mal e ele não consegue enxergá-la ou ajudá-la.

O roteiro é do Porchat e do amigo dele, Ian SBF, que também assina a direção. O final, que eu não vou revelar aqui, claro, dá margem para várias interpretações. Uns acham genial, outros, frustrante. Vá e tire suas próprias conclusões.

Quanto à entrevista que eu fiz com ele, ela foi ao ar no Cinefonia deste sábado, 02 de maio, programa de cinema que eu produzo na Rádio Inconfidência. Se você quiser conferi-la, basta clicar aqui.

Abaixo, a minha foto com o Porchat depois da entrevista. Um daqueles momentos em que é difícil separar o jornalista do fã...

domingo, 26 de abril de 2015

O tempo que nos resta

O Teatro em Movimento recebe, em Belo Horizonte, Andréa Beltrão, Malu Galli e Mariana Lima com “Nômades”. No espetáculo, as três atrizes vivem o luto pela perda de uma amiga, também atriz. Em um único dia, entre a notícia da morte inesperada e as homenagens feitas no enterro, a peça mostra as diferentes reações de cada uma delas. A indignação, a tristeza, a saudade e as autoacusações se misturam a uma vontade selvagem de encenar um inconformismo com a morte e as revelações que ela traz. 

Com direção de Marcio Abreu, que dirigiu o Grupo Galpão em “Pequenos Milagres”, e conhecido por seu trabalho à frente da Companhia Brasileira de Teatro, de Curitiba, e dramaturgia do próprio diretor e de Patrick Pessoa, em colaboração com as três atrizes e Newton Moreno, “a peça é sobre o que a gente faz da nossa vida com o tempo que nos resta”.

SERVIÇO:

“Nômades”, com Andrea Beltrao, Malu Galli e Mariana Lima
Classificação: 14 anos - Duração: 80 minutos
Dias/Horários: dias 8 e 9 de maio - sexta, às 21h e sábado, às 20h
Local: Cine Theatro Brasil Valourec – Praça 7, S/N, Centro
Ingressos: Plateia I: R$ 70,00 / Plateia II (mezanino): R$ 60,00 / Balcão: R$ 50,00 - Valor promocional limitado a 20% da capacidade da casa. Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001)
Vendas: bilheteria do teatro ou www.ingresso.com
Informações: (31) 3201-5211
www.teatroemmovimento.com.br / www.cinetheatrobrasil.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Kiss em BH

 

Fãs do Kiss já estão enlouquecidos com a contagem regressiva para o esperado show em Belo Horizonte. Uma das bandas de hard rock mais influentes e cultuadas de todos os tempos fará show histórico no palco do Mineirinho, no próximo dia 23. Com mais de 100 milhões de discos vendidos, Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer trazem para a capital mineira a turnê em comemoração aos 40 anos de sucesso.

O público não poderá entrar com nenhum tipo de bebida ou comida no Mineirinho. Também está terminantemente proibida a entrada de pessoas com objetos cortantes, pontiagudos, armas, etc. 


De acordo com a produção do evento, a abertura dos portões será realizada, às 16h, para que o público possa entrar com calma e se acomodar da melhor forma. 

O show de abertura ficará por conta dos irreverentes do Steel Panther, às 19h. O Kiss subirá ao palco, exatamente, às 21h. Durante o espetáculo, o público poderá conferir um repertório composto por hinos clássicos da carreira como Detroit Rock City, Rock And Roll All Nite, Forever e I Love It Loud.

Serviço:

Kiss 40 anos
Data: 23 de abril (quinta-feira)
Abertura dos portões: às 16h
Show de abertura (Steel Panther): às 19h
Show principal (Kiss): às 21h
Local: Estádio Jornalista Felipe Drummond (Mineirinho) – Av. Antônio Abrahão Caram, 1000, bairro São Luis - BH/MG
Classificação etária: 16 anos (menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
Capacidade: 15.000 pessoas
Preços dos ingressos:
Arquibancada (cadeira superior): R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia)
Pista: R$400 (inteira) / R$200 (meia)
Pista Premium: R$600 (inteira) / R$300 (meia)

domingo, 12 de abril de 2015

Insurgente: quando o filme é melhor que o livro

Quando eu assisti o filme "Divergente" nos cinemas, em 2014, gostei tanto que resolvi comprar os livros da série. Li o primeiro livro da trilogia e fiquei com aquela sensação de que o filme foi até melhor. Geralmente isso é raro: os livros são bem melhores que os filmes, até mesmo por uma questão de tempo. As adaptações para o cinema costumam deixar muita coisa boa de fora.

Meu objetivo era ler "Insurgente" antes de ver o filme. E assim o fiz. Achei o livro mais fraco que o primeiro. Algumas partes são chatas e cansativas, pouca coisa acontece e tem muito mimimi da personagem Tris, que se sente culpada pela morte do amigo Will. Quando fui ao cinema, esperava que o filme não fosse lá grandes coisas.

E não é que eu estava errado? O filme é muito bom, infinitamente melhor que o livro. Inclusive, se eu fosse a autora, Veronica Roth, ia ficar possessa, pois eles mudaram a história, e muito! Mas o que se viu é que a trama ganhou ritmo e as alternativas encontradas foram ótimas para amarrar a história. É um filme de ação, então tem muitas cenas de perseguição, lutas, rebeliões e tiros.

Em "Insurgente", a introdução é rápida o suficiente para explicar que, num futuro pós-apocalíptico, a sociedade foi dividida em cinco facções, cada uma responsável por um setor: Abnegação, Audácia, Amizade, Franqueza e Erudição. Quem tem aptidões para se encaixar em mais de uma delas é considerado um divergente, uma ameaça ao sistema. Tris é uma delas. Mas se eu fosse você, nem tentava ver "Insurgente" sem ter visto antes "Divergente".  

Shailene Woodley, que havia cortado os cabelos curtos para viver a protagonista de "A Culpa é das Estrelas", está de volta. Veio bem a calhar, já que nos livros Tris também muda o visual. Ela consegue trazer pra si os holofotes de grande heroína do filme, deixando seu par romântico, o jovem Tobias Eaton, como mero coadjuvante. Ela luta, corre, atira, se doa para salvar os amigos e enfrenta com maestria as grandes simulações impostas por Jeanine (Kate Winslet), líder da Erudição e grande vilã da história. No filme ela precisa ser bem sucedida nos testes de realidade virtual para abrir uma espécie de artefato que explicaria o porquê do mundo estar daquele jeito - coisa que não existe no livro!

Quatro (Theo James), o namorado de Tris, como é chamado, até tem um embate psicológico maior em "Insurgente", uma vez que reencontra a mãe, líder dos sem-facção, vivida por Naomi Watts. A talentosa atriz aparece pouco e deve ganhar mais espaço no terceiro filme. E espere também por uma virada de atitude do irmão de Tris, Caleb (Ansel Elgort).

"Insurgente" tem ótimos efeitos visuais, que devem ficar muito mais realistas numa sala 3D (eu vi o filme 2D mesmo). Jogos Vorazes, que eu também acompanho, é melhor, mas ainda assim a trilogia de Veronica Roth não é de se jogar fora. 

O bom desempenho nas bilheterias deve se repetir nos dois próximos longas. Sim, "Convergente", o último livro da série, será adaptado para o cinema, divido em duas partes (novidade...), e estreiam em 2016 e 2017. Aliás, ele é o próximo livro que irei ler.  

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Camille e Rodin: Relação tortuosa nos palcos de BH



 
Após mais de 200 apresentações por todo o Brasil, o espetáculo “Camille e Rodin” retorna aos palcos de BH nos dias 17 e 18 de abril, sexta e sábado, às 21h, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

Os experientes atores Leopoldo Pacheco e Melissa Vettore dão vida a uma história de amor que se confunde com as carreiras de dois grandes nomes da arte mundial, Auguste Rodin e Camille Claudel. O casal de artistas franceses viveu uma relação tortuosa durante 15 anos, um encontro intenso de amor e conflitos que determinou a vida e a carreira de ambos.

As apresentações integram a Mostra Cine Brasil Teatro e Música, criada em 2014 com a proposta de promover o intercâmbio de grandes nomes nacionais e internacionais com artistas locais e contribuir para a formação de novos públicos. Além do espetáculo, Leopoldo Pacheco e Melissa Vettore ministrarão um workshop gratuito para atores profissionais e em formação sobre a construção do corpo e intepretação, a partir das técnicas corporais desenvolvidas para a criação de “Camille e Rodin”.

Sobre o espetáculo

De um lado, Camille Claudel, uma jovem intuitiva, dona de uma imaginação excepcional, uma mulher determinada que quebrou laços com sua classe social e a moral vigente, entrando em conflito com sua família e com as normas de conduta bem aceitas em sua época para se tornar uma artista grandiosa. De outro, Auguste Rodin, um gênio já maduro que com seu trabalho e talento se transformou no maior escultor de todos os tempos, representando através de sua arte as paixões humanas.

O espetáculo reconstrói esse encontro, que se transforma numa paixão arrebatadora e em um impulso artístico para ambos, dois gênios criativos, que passaram suas vidas em busca de amor, compreensão e liberdade. Sem Camille, Rodin possivelmente não teria feito suas obras mais apaixonadas e, sem Rodin, Camille não seria a artista fantástica e nem o mito em que se transformou.

Para essa montagem foi encomendado a Franz Keppler um texto inédito. A pesquisa para a construção desse espetáculo foi feita por Franz Keppler e Melissa Vettore, baseando-se nos principais biógrafos dos escultores, com destaque para Reine Maire Paris (sobrinha-neta de Camille), a autora Liliana Wahba, e a partir da análise crítica e poética de Paul Claudel (irmão de Camille).

A direção do consagrado ator e diretor Elias Andreato foge de uma forma teatral tradicional de apresentar biografias. O que interessa aqui é o sentimento essencial que estes artistas trazem e que renova o olhar atual. E é assim, escapando das formalidades, que o público se situa na Paris de Rimbaud, Verlaine, Debussy, Monet, Victor Hugo, que libertaram o povo para sempre do academicismo.

SERVIÇO:

Mostra Cine Brasil Teatro e Música
Espetáculo “Camille e Rodin”
Datas: 17 e 18 de abril (sexta e sábado, às 21h)
Local: Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec.
Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete – Centro).
Classificação: 12 anos
Duração: 75 minutos
Ingressos à venda na bilheteria do teatro:
R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [meia]
Informações para o público: (31) 3201-5211

Workshop “Esculpindo o personagem” – Construção de corpo e interpretação
Com Leopoldo Pacheco e Melissa Vettore
Dia 19 de abril, domingo, das 14h às 18h.
Inscrições gratuitas. Encaminhar currículo para aprovação, até 15 de abril, para o e-mail: cursos@galpaocinehorto.com.br
Mais informações: www.galpaocinehorto.com.br

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Que a força esteja com você


A partir do dia 9 de abril, o Shopping Del Rey recebe o evento gratuito Star Wars Experience, que estará pela primeira vez na cidade. Com diversas atrações para crianças, o espaço é inspirado na saga Star Wars, criada por George Lucas, e na série Star Wars Rebels.

Os participantes poderão se tornar um verdadeiro Jedi em uma academia de treinamento que ensinará a manusear um sabre de luz. Ao final, quem passar por lá poderá mostrar as suas práticas para o arquirrival Darth Vader. A academia de Jedi funciona com um grupo de 8 a 12 alunos por vez e é necessário retirar uma senha no balcão de atendimento do evento.

O espaço conta ainda com um brinquedo ambientado na floresta “Endor”, onde os participantes terão a missão de ajudar os Ewoks a proteger suas moradias. Os visitantes terão que pegar uma rocha, passar por uma tenebrosa ponte suspensa e atravessar a cama de gato a laser que termina em um divertido escorregador.


Outra atração do evento é a chuva de meteoros - um simulador que criará a experiência de atravessar o espaço sem ser atingido pelas rochas. Em um piso inflável, as crianças terão a sensação de estarem flutuando em meio à Galáxia. Para completar, o circuito conta com um espaço reservado, onde crianças e adultos poderão tirar fotografias e registrar esse momento divertido.

O Star Wars Experience é indicado para crianças acima de quatro anos de idade e de até 1,40 metros de altura. O evento é gratuito e fica no Del Rey até o dia 10 de maio, aberto ao público de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados das 13h às 20h.

Star Wars, uma das maiores franquias de entretenimento de todos os tempos e sua mais nova produção “Star Wars - O Despertar da Força” é o filme mais aguardado de 2015 com estreia nos cinemas marcada para 17 de dezembro.

Serviço – Star Wars Experience
Datas: de 9 de abril a 10 de maio
Horário: de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 13h às 20h
Local: Praça de eventos, piso L1.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cinefonia – Cinema de um jeito que você nunca ouviu

Os amantes da sétima arte contam agora com um novo programa: o Cinefonia. A atração, que entra na grade da Rádio Inconfidência, será uma plataforma para os ouvintes ficarem por dentro de tudo que envolve o mundo do cinema, sempre no embalo de trilhas sonoras inesquecíveis. O Cinefonia trará informações sobre os principais lançamentos da semana, os destaques dos filmes na programação da TV, as notícias mais quentes da indústria cinematográfica, curiosidades dos bastidores, entrevistas e perfis de artistas e diretores, além de resenhas de filmes clássicos ou que estejam em cartaz. 

A ideia do programa partiu de dois jornalistas que já trabalham na emissora. Pedro Vieira, coordenador de produção da Rádio Inconfidência, e Renato Silveira, redator do departamento de Jornalismo, sempre conversavam pelos corredores sobre os filmes que assistiam. “Acompanhava as críticas que o Renato fazia para o Viamundo (que saiu da grade da Inconfidência ano passado) e para o site Cinematório e ficava admirado com o conhecimento dele. Precisávamos aproveitar este talento em algum programa específico na rádio, daí surgiu o plano de criarmos o Cinefonia”, conta Pedro Vieira.

Renato revela que fazer um programa de uma hora, só sobre cinema, é um grande desafio. “Trabalhar com o que se gosta é sempre uma imensa responsabilidade. A Inconfidência sempre abriu espaço para que eu pudesse falar de cinema em diversos programas de sua grade. E foi justamente de uma dessas participações, com o Pedro no Em Boa Companhia (AM 880), que cresceram a inspiração e a vontade de falar sobre cinema na emissora, em um espaço criado só para isso. Nós queremos fazer algo novo e dinâmico, e está sendo ao mesmo tempo uma grande honra e um prazer enorme realizar o Cinefonia, para levar aos nossos ouvintes cinéfilos informação, opinião, dicas de filmes e música de qualidade”, afirma Renato Silveira.

O rádio tem suas características próprias, e falar de algo que é muito imagético, como o cinema, requer cuidado e dedicação. Por isso Pedro Vieira garante: “O programa tem muitas vozes, vinhetas, sobe-sons, trechos de diálogos e trilhas de filmes. O ouvinte não vai querer desgrudar o ouvido do rádio um minuto sequer”, diz.

Então não perca! O Cinefonia estreia sábado, dia 11 de abril, às 14h, na Inconfidência AM 880 ou pela rádio online: www.inconfidencia.com.br

Logo depois ele estará disponível para download, no mesmo site, para ser ouvido quando quiser!


Quadros do Cinefonia
  • Resenha – análise crítica de filmes clássicos ou que estejam em cartaz
  • Perfil – Raio X da carreira de profissionais ligados ao cinema (atores, atrizes, diretores, etc.)
  • Estreias da Semana – os filmes que entram em exibição no circuito
  • Pra Ver na TV – dicas de filmes das TVs a cabo e aberta
  • Luz, Câmera, Ação – curiosidades sobre o mundo da sétima arte
  • Mulheres no Cinema – quadro com o jornalista e pesquisador Adilson Marcelino, do site www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br sobre as divas que ajudaram a construir o cinema nacional
  • Plano Sequência – entrevistas com atores, diretores, críticos e professores sobre o universo do cinema
  • O filme da minha vida – o público conta quais são seus longas-metragens prediletos
  • Giro Cinematográfico – as notícias mais quentes do cinema. O que está por vir, bastidores e muito mais.
  • Trilhas Inesquecíveis – as músicas que marcaram a história do cinema
Mini-currículo dos apresentadores

Renato Silveira é jornalista formado pela PUC Minas e crítico de cinema. Membro da diretoria da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) é também editor do Cinematório (www.cinematorio.com.br), blog criado em 2003, e apresentador e produtor do Podcast Cinema em Cena (www.cinemaemcena.com.br), tendo atuado como editor-chefe do portal de 2011 a 2014 e como redator-chefe de 2003 a 2008. No rádio, integra a equipe de Jornalismo da Inconfidência desde 2007. Atuou como crítico de cinema do Viamundo, revista cultural que foi ao ar entre 2008 e 2014 na Inconfidência Brasileiríssima FM 100,9. E desde 2008 também apresenta e produz o quadro Áudio Visual, veiculado na programação da Inconfidência AM 880.

Pedro Vieira é ator e jornalista. Formado em Comunicação Social pelo Uni-BH, é especialista em Produção e Crítica Cultural pela PUC Minas. Trabalha como Coordenador de produção da Rádio Inconfidência desde 2005. Como ator, integra o elenco dos espetáculos “Adultérios e outras pequenas traições” e “Senhora dos Afogados”, da Cia da Farsa. Na Inconfidência AM, apresenta os programas “Em Boa Companhia” e “Disco da Semana”, e na FM comanda o programa “Esquinas de Minas”.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Beijinho no ombro, ou melhor, na lápide


O Teatro em Movimento recebe “Beije Minha Lápide”, espetáculo com Marco Nanini no papel principal, que conta a historia de Bala, ardoroso fã de Oscar Wilde, que está preso por quebrar a barreira de vidro que isola o túmulo do escritor no célebre cemitério de Père Lachaise, em Paris.

Nanini tinha um antigo desejo de trabalhar com a obra de Oscar Wilde (1854-1900), mas nunca elegeu – entre tantas pérolas – um texto do dramaturgo para levar ao palco. Tampouco cogitava fazer uma biografia teatral, mesmo com a rica e conturbada trajetória do irlandês - ele foi preso por sodomia e outros crimes sexuais, no auge de sua carreira, ao se recusar a aprisionar seus impulsos afetivos.

O impasse de Nanini foi rompido com esse texto inédito de Jô Bilac, indicado aos prêmios APTR, Shell e Cesgranrio. Dirigida por Bel Garcia e produzida por Fernando Libonati (Pequena Central), a montagem tem duas apresentações na capital mineira, no Sesiminas, dias 18 e 19 de abril, sábado às 20h e domingo às 19h.

Desde a estreia, em agosto de 2014, o espetáculo foi aclamado pela crítica e visto por cerca de 15 mil pessoas, com apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo. Pela Associação dos Produtores de Teatro recebeu indicação ao prêmio nas categorias: produção, ator protagonista, texto, atriz coadjuvante (Carolina Pismel) e cenário (Daniela Thomas). Indicado ao primeiro Shell como melhor texto. E indicado ao prêmio Cesgranrio como melhor texto e cenografia.

Serviço:


Beije Minha Lápide, com Marco Nanini e elenco
Classificação: 16 anos - Duração: 80 minutos – Gênero: Drama
Dias/horários: 18 e 19 de abril de 2015, sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Sesiminas - Rua Padre Marinho, 60 - Santa Efigênia
Ingressos: R$ 50,00 a R$ 70,00
Informações: Telefone:(31) 32417181 

www.teatroemmovimento.art.br
www.teatrosesiminas.com.br

domingo, 29 de março de 2015

Glee: o fim

Ontem eu assisti o último episódio de Glee, série que eu acompanho desde 2010 (o programa estreou em 2009). Na época eu ainda estava no curso de teatro da PUC-MG e me interessava pelo teatro musical - cheguei até a me matricular no Teen Broadway, um workshop para atores que trabalhava noções de canto e dança.

Mas, voltando a falar de Glee, o que mais me chamou a atenção na série foram mesmo os números musicais. OK, a história era cativante. Acompanhar um grupo de "losers" (perdedores), vítimas de bullying, que se juntam num clube de coral da escola e ver como suas vidas se transformam a partir dali foi bem legal.

Tudo bem que algumas vezes as situações que aconteciam eram completamente nonsenses e a série foi se perdendo ao longo dos anos. Mas o criador, Ryan Murphy, foi muito feliz ao abordar questões como sexualidade, preconceito, religiosidade e outros assuntos polêmicos de um modo que atingia diretamente o seu público alvo, os jovens. E encaixar canções pop, interpretadas pelos talentosos atores/cantores, de maneira que elas se integravam perfeitamente aos episódios, foi o grande trunfo de Glee.

Ao longo de todos esses anos, o público riu, se divertiu, se emocionou e chorou com o seriado. A morte precoce do ator Corey Monteith, que vivia Finn Hudson, provocou mudanças profundas na história. Em seu auge, Glee ganhou dois Globos de Ouro na categoria de Melhor Série de Comédia ou Musical e Jane Lynch, a impagável Sue Sylvester, levou pra casa o Emmy de melhor atriz. Sem contar as inúmeras participações especiais de artistas de renome ao longo das seis temporadas, como Gwyneth Paltrow, Kate Hudson e Sarah Jessica Parker.

Mas o meu objetivo neste post é falar da música de Glee. Foram tantas canções inesquecíveis cantadas nesses últimos seis anos que fica difícil eleger as minhas favoritas. Mas resolvi criar um Top 10 com algumas que ficaram na minha memória:

# 01 - Don't Stop Believing




Don't Stop Believing, do Journey, acabou se tornando o hino de Glee. Realmente vem bem a calhar com a série, que pregou o tempo todo que nunca devemos parar de acreditar e desistir dos nossos sonhos.
 

# 02 - Somebody To Love



Essa versão de Somebody To Love, do Queen, é a minha preferida.

# 03 - Teenage Dream



Os arranjos de Teenage Dream, da Katy Perry, ficaram ótimos nessa versão cantada pelo Blaine e os Rouxinóis.

# 04 - Like a Virgin




Esse foi um momento importante da série, quando três casais iriam ter a sua "primeira vez". Claro que a trilha tinha que ser da Madonna!



# 05 - Defying Gravity



Neste episódio Rachel e Kurt competiam pra ver quem cantava melhor Defying Gravity, só que ele desafina no final. Essa música virou hit na época e até voltou para as paradas norte-americanas, assim como tantas outras cantadas durante o seriado.

# 06 - I'll Stand By You




Aqui o personagem Finn canta I'll Stand By You para o seu suposto filho que ia nascer. Um belo momento de Corey Monteith, que morreu de overdose no meio da série e deixou um enorme vazio entre os fãs de Glee.

# 07 - Take On Me



Essa é mais recente. O que chama a atenção foi todo o trabalho de recriar o clipe original de Take On me, sucesso do A-Ha.

# 08 - Wrecking Ball




Vou deixar registrado aqui uma canção com a Marley (Melissa Benoist) que apareceu a partir da 4ª temporada e sumiu depois, junto com outros tantos atores... uma pena, já que ela é linda e canta muito!

# 09 - Wannabe



Essa foi a primeira vez que cantaram Spice Girls no seriado, por isso vale o registro nesse Top 10.

# 10 - To Sir, With Love




Pra fechar, uma homenagem ao grande professor do Glee Club, Mr. Shue: essa versão de To Sir, With Love... ou seja, Ao Mestre, com Carinho!