É até sacanagem comparar as mais recentes animações dos estúdios Disney/Pixar. Enquanto "Divertidamente" fez bonito ao faturar quase US$ 900 milhões mundo afora, "O Bom Dinossauro" tem amargado míseros US$ 300 milhões (US$ 50 milhões a menos do que custou).
OK, não é um prejuízo estrondoso, mas para os produtores que só pensam em cifras, dificilmente o filme terá uma continuação, por exemplo - algo muito comum entre as animações hoje em dia. E eu posso dizer que se trata de uma grande injustiça. "O Bom Dinossauro" é um belo filme sobre amizade.
Sabe o meteoro que caiu na Terra e extinguiu os dinossauros? Então, dessa vez ele passa "raspando" em nosso planeta. Resultado? Após milhões de anos, são os seres jurássicos que estão no comando. E naquilo que poderíamos chamar de "uma fazenda no Arizona, Estados Unidos", vive Arlo e sua família.
Eles são apatossauros e vivem da subsistência: arar, plantar, regar, colher, armazenar alimentos. Uma vidinha bastante pacata. Cada um tem uma função na casa. Só que Arlo é bem medroso e mal consegue alimentar uma espécie de galinha pré-histórica sem se atrapalhar todo. Disposto a mostrar um ato de bravura, ele se dispõe a capturar uma criatura que estava roubando alimento da família.
É aí que o bicho pega: a tal criatura é um menino das cavernas bem feroz. Os dois vão acabar se afastando de casa e terão que enfrentar uma longa jornada - cheia de perigos, diga-se de passagem, para retornar ao lar. E o que era antipatia irá se transformar numa linda amizade.
Spot, a criança humana, está mais para o "cachorrinho" de Arlo e é responsável pelas melhores cenas do filme. E ao contrário do que você possa pensar, os tiranossauros do pôster não são os vilões do longa-metragem. A ameaça principal são pterodáctilos famintos, em cujas falas se percebe uma clara referência ao fanatismo religioso dos dias atuais
O visual do filme impressiona. As cenas de natureza parecem incrivelmente reais, o que destoa dos dinossauros, que têm aspecto de desenho animado. São cenários que lembram os filmes de faroeste.
Em sua jornada, Arlo vai crescer, amadurecer, vencer seus medos e aceitar que laços fraternos às vezes também precisam ser desatados. "O Bom Dinossauro" pode não ser a melhor animação dos últimos tempos, mas é uma das mais emocionantes que eu já assisti, sem dúvida.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Faroeste jurássico
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Belo Horizonte recebe a 42ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança
Conhecida como um dos eventos mais tradicionais da cena cultural de Belo Horizonte e como a maior ação de popularização das artes cênicas do país, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança traz, em 2016, 159 espetáculos, sendo 62 inéditos, 103 para o público adulto, 43 peças infantis, 11 apresentações de dança e duas de rua, que serão exibidos entre os dias 6 de janeiro e 6 de março, em diferentes endereços da capital mineira.
Promovida pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), o tema desta edição será “BH tem Campanha”. Com programação diversificada, o evento terá preços populares: R$ 5, R$ 10, R$ 12 e R$ 15, conforme o espetáculo. Esses valores são promocionais para ingressos adquiridos nos Postos de Venda da Campanha e pela internet. Na bilheteria dos teatros, os preços variam conforme cada estabelecimento.
De acordo com os organizadores, a expectativa de público desta edição é de 350 mil pessoas. Uma novidade é a utilização de aplicativos na compra de ingresso. Além da compra online no site www.sinparc.com.br, o público poderá utilizar o novo aplicativo do Sinparc, Vá ao Teatro MG, www.vaaoteatromg.com.br/mobile, que tem download gratuito para tablets e smarthphones, acessar a programação completa da 42ª Campanha e comprar os ingressos sem precisar entrar na fila.
Outro aplicativo é o Teatro Brasil, www.appteatrobrasil.com.br/noar, que apresenta a programação completa das salas de espetáculos de todo o país. Também com download gratuito para tablets e smarthphones, o recurso, inédito no Brasil, direciona o público para o site de compra Vá ao Teatro MG.
A 42ª Campanha se estenderá às cidades de Betim, Conceição do Mato Dentro, Juiz de Fora, Nova Lima e Sete Lagoas.
Serviço
42ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança - Belo Horizonte
Data: 6 de janeiro a 6 de março de 2016
Preço: R$ 5, R$ 10, R$ 12 e R$ 15 (preço nos postos de venda para peças adulto, infantil e dança).
Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento.
Postos de venda do Sinparc:
Mercado das Flores
Av. Afonso Pena, 1.055 - esquina com Rua da Bahia
Diariamente, das 9h às 19h
Funcionamento: 4 jan a 6 mar
Shopping Cidade (Piso Tupis)
Rua Tupis, 337 – Centro
Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
Shopping Pátio Savassi (Piso L3)
Av. do Contorno, 6.061 - Funcionários
Segunda a sábado, das 14h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
Shopping Estação (1º Piso)
Av. Cristiano Machado, 11.833 – Venda Nova
Segunda a sábado, das 14h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
Metropolitan Shopping Betim (3º Piso)
Rodovia Fernão Dias - km 492, 601
Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
ItaúPower Shopping (2º Piso)
Av Gen. David Sarnoff, 5.160 – Cidade Industrial
Terça a sábado, das 14h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
Shopping Del Rey
Av. Presidente Carlos Luz, 3.001 – Pampulha
Segunda a sábado, das 14h às 19h, domingos, das 14h às 18h
Funcionamento: 6 jan a 6 mar (exceto 6 a 9 fev. Retorno dia 10 fev, às 12h)
Venda On-line e Aplicativos da Campanha
Venda on line - www.sinparc.com.br
Aplicativo “Vá ao Teatro MG” - www.vaaoteatromg.com.br/mobile
Aplicativo Teatro Brasil - www.appteatrobrasil.com.br/noar/
Download gratuito.
Informações: www.sinparc.com.br – (31) 3272-7487
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Ninguém te ama como seus avós. Será?

Eu gosto do diretor M. Night Shyamalan. Acho injusto quando dizem que ele perdeu a velha forma depois do sucesso de “O Sexto Sentido”.
Mesmo sem conseguir superar o sucesso de seu filme mais famoso, eu curti outros longas dele, tais como “Corpo Fechado”, “Sinais”, “A Vila”, “A Dama na Água” e “Fim dos Tempos”, só pra citar alguns.
Li na imprensa que ele se redimiu dos recentes fracassos com o seu novo longa-metragem, “A Visita”. Bom sinal, afinal, se até a crítica especializada estava falando bem do filme, ele devia ser mesmo bom. Pois bem, assisti e achei o resultado muito impressionante!
Nele, dois irmãos vão passar uma semana na fazenda dos avós, na gelada Pensilvânia. A mãe deles não se dava bem com os pais, então eles nunca se conheceram. O que era para ser uma visita divertida e tranquila se transforma numa experiência aterradora quando eles descobrem que os idosos estão envolvidos numa situação perturbadora.
Os doces velhinhos, que sempre parecem querer entupir os netos de gostosuras, vão se mostrando figuras enigmáticas, com estranhos hábitos noturnos. É muito esquisito, de arrepiar! Não dá pra revelar muita coisa sem contar partes importantes do filme, e todo mundo sabe que, em se tratando de M. Night Shyamalan, os finais dos filmes sempre são surpreendentes.
Olivia DeJonge é a jovem que sonha em ser cineasta. Seu irmão mais novo, vivido por Ed Oxenbould, quer ser rapper. No intuito de documentar o que seria essa primeira semana com os avós, eles estão sempre com câmeras nas mãos, registrando tudo, e é daí que vem o estilo “found footage” escolhido pelo diretor para contar essa história. Esse recurso já foi utilizado à exaustão em inúmeros filmes – o mais famoso deles foi “A Bruxa de Blair”. Pode parecer batido, mas funciona muito bem nessa história.
“A Visita” não se trata de um terror tradicional, e sim de um “terrir”, já que tem muitos momentos engraçados. Mas não é uma comédia, longe disso. Está mais para um suspense com alguns poucos sustos, mas cuja história é recheada de tensão. O alívio cômico vem da relação entre os dois irmãos adolescentes, que são ótimos, e já fazem o filme valer a pena.
Pena que ficou tão pouco tempo em cartaz nos cinemas. Mas é uma excelente opção pra quem quer ficar grudado no sofá da sala em frente a TV.
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
IMAX em BH: Super tela com som e imagem de altíssima definição
A Rede CINEART e o Boulevard Shopping inauguram no dia 18 de dezembro a primeira sala IMAX (Imagem Maximum) de Minas Gerais, que vai permitir aos expectadores a experiência cinematográfica mais imersiva do mundo.
A sala 6 do Multiplex, de 250 lugares, foi completamente customizada para receber a nova tecnologia. A abertura ocorre com o lançamento de um dos filmes mais esperados do ano, Star Wars: O Despertar da Força, que será exibido em IMAX 3D.
O diretor J. J. Abrams trabalhou com a equipe da IMAX para fazer as principais seqüências do filme utilizando as câmeras IMAX - que são as de maior resolução do mundo, além de alinharem o som. O diferencial é a expansão vertical, que preenche a tela inteira, a qualidade de imagem cristalina e o áudio digital, que permite uma experiência verdadeiramente envolvente, que faz o público se sentir como se estivesse no filme.
IMAX em Minas Gerais
A Rede CINEART e o Boulevard Shopping são parceiros na inauguração da sala IMAX e juntas investiram 1,5 milhão de dólares. Com 211m² a super tela garante som e imagem em altíssima definição, com resolução 4K. Entre os investimentos para inauguração da sala está o projeto arquitetônico desenvolvido pela equipe canadense da IMAX em parceria com a arquiteta mineira Marina Dubal. Todo o equipamento utilizado é exclusivo da marca IMAX, incluindo audiovisual, projetores, tela gigante e poltronas.
A IMAX oferece um filme completamente diferente: tudo, desde o própria tecnologia do filme à arquitetura da sala, foi desenvolvido e customizado para fazer o expectador acreditar que é parte da ação. IMAX trabalha diretamente com cineastas para aprimorar o filme utilizando o seu processo Digital Re-Mastering®, que oferece excelente qualidade de imagem e som.
Através do sistema de projeção state-of-the art da IMAX, as imagens resultantes são tão realistas e cristalina que a pessoa esquece que você está em um cinema. A IMAX agarra seus sentidos. O público não apenas escuta o potente sistema de som; mas sente tudo ao seu redor. Visualmente, não há nenhum quadro. A arquitetura da sala IMAX cria uma imagem que é maior, mais larga e mais perto - preenchendo toda a visão periférica. Não é um item que torna a experiência IMAX, mas uma combinação de todos estes elementos. Essa é a diferença entre ver um filme e ser parte de um.
A Sala Cineart IMAX fica no Shopping Boulevard – Av. Andradas, 3000, Santa Efigênia. Outras informações pelo site www.boulevardshopping.com.br ou no telefone (31) 2538.7438/7439
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Criador e criatura
Hoje eu vou falar de "Victor Frankenstein", filme que, apesar de levar o nome do médico criador de um dos monstros mais famosos do cinema, é centrado na figura de Igor, ajudante dele.
O longa, dirigido por Paul McGuigan, começa muito bem, por sinal. Nos primeiros minutos mergulhamos num universo circense, onde vive o palhaço corcunda interpretado por Daniel Radcliffe. Ele prova mais uma vez que é um excelente ator e dá vida a um personagem bem diferente do Harry Potter que nos acostumamos a ver.
Tudo é muito bonito nessa Londres de antigamente: a fotografia, a direção de arte... os corpos são mostrados como nos livros de anatomia, através de gráficos e esquemas, uma das paixões do jovem corcunda, sempre maltratado pelos colegas.
Numa das apresentações, a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay), paixão platônica do personagem ainda sem nome, cai do trapézio. O corcunda consegue salvar a vida dela juntamente com Victor Frankenstein, um dos espectadores do show naquele dia. Nascia ali uma bela amizade.
Impressionado com o feito, Victor resgata o corcunda do circo e o leva para a sua própria casa. Lá ele lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que ele jamais sonhara. Mas tudo isso tem um preço. O cientista precisará de ajuda para atingir o grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte.
A partir daí somos apresentados às tentativas - muitas vezes frustradas - de Victor em costurar pedaços de corpos de animais e fazê-los reviver com uma forte descarga elétrica. É como se fosse o protótipo do Frankenstein como o conhecemos. E o conhecimento de Igor em "ligar" essas partes se torna imprescindível. Ao mesmo tempo em que é procurado pela polícia, Victor busca financiamento para colocar em prática seu audacioso plano, desta vez tentando ressuscitar um "ser humano".
Um dos pontos altos de "Victor Frankenstein" é a interpretação de James McAvoy como o cientista que dá nome ao filme. Completamente obcecado, ele alterna com primor momentos de lucidez e loucura. Como a história é narrada pelo ponto de vista de Igor, dá pra perceber como é intensa a transformação do seu mestre. E caberá a ele tomar uma importante decisão: desafiar as leis de Deus e ajudar o homem que lhe proporcionou uma nova vida ou viver uma história de amor com Lorelei?
Você deve estar se perguntando: e o monstro Frankenstein, aparece ou não? Sim, ele está lá, grande, feio, com a cabeça quadrada... O destino dele? Só assistindo pra saber. Até me surpreendi com o final, pra ser sincero.
O filme, apesar de não ser um terror clássico, nos ajuda a conhecer a história do homem por trás do monstro. Mesmo não sendo 100% fiel à obra literária de Mary Shelley, é uma boa diversão.
O longa, dirigido por Paul McGuigan, começa muito bem, por sinal. Nos primeiros minutos mergulhamos num universo circense, onde vive o palhaço corcunda interpretado por Daniel Radcliffe. Ele prova mais uma vez que é um excelente ator e dá vida a um personagem bem diferente do Harry Potter que nos acostumamos a ver.
Tudo é muito bonito nessa Londres de antigamente: a fotografia, a direção de arte... os corpos são mostrados como nos livros de anatomia, através de gráficos e esquemas, uma das paixões do jovem corcunda, sempre maltratado pelos colegas.
Numa das apresentações, a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay), paixão platônica do personagem ainda sem nome, cai do trapézio. O corcunda consegue salvar a vida dela juntamente com Victor Frankenstein, um dos espectadores do show naquele dia. Nascia ali uma bela amizade.
Impressionado com o feito, Victor resgata o corcunda do circo e o leva para a sua própria casa. Lá ele lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que ele jamais sonhara. Mas tudo isso tem um preço. O cientista precisará de ajuda para atingir o grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte.
A partir daí somos apresentados às tentativas - muitas vezes frustradas - de Victor em costurar pedaços de corpos de animais e fazê-los reviver com uma forte descarga elétrica. É como se fosse o protótipo do Frankenstein como o conhecemos. E o conhecimento de Igor em "ligar" essas partes se torna imprescindível. Ao mesmo tempo em que é procurado pela polícia, Victor busca financiamento para colocar em prática seu audacioso plano, desta vez tentando ressuscitar um "ser humano".
Um dos pontos altos de "Victor Frankenstein" é a interpretação de James McAvoy como o cientista que dá nome ao filme. Completamente obcecado, ele alterna com primor momentos de lucidez e loucura. Como a história é narrada pelo ponto de vista de Igor, dá pra perceber como é intensa a transformação do seu mestre. E caberá a ele tomar uma importante decisão: desafiar as leis de Deus e ajudar o homem que lhe proporcionou uma nova vida ou viver uma história de amor com Lorelei?
Você deve estar se perguntando: e o monstro Frankenstein, aparece ou não? Sim, ele está lá, grande, feio, com a cabeça quadrada... O destino dele? Só assistindo pra saber. Até me surpreendi com o final, pra ser sincero.
O filme, apesar de não ser um terror clássico, nos ajuda a conhecer a história do homem por trás do monstro. Mesmo não sendo 100% fiel à obra literária de Mary Shelley, é uma boa diversão.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Única apresentação de Universo Casuo em BH
Dos palcos do Cirque Du Soleil para BH. Em única apresentação, o “Universo Casuo” vai colorir o Chevrolet Hall, no próximo domingo, dia 22 de novembro, às 18 horas, com a beleza e sofisticação dos grandes circos internacionais. Criada há quatro anos por Marcos Casuo, que foi protagonista do espetáculo “Alegria”, da companhia canadense, a montagem brasileira une acrobacia, dança, circo, humor, música ao vivo, poesia clown e efeitos especiais. O show já foi assistido por mais de 2 milhões pessoas em todo o Brasil.
O palhaço mais conhecido no mundo encanta com um show repleto de cores, movimentos e design extravagante, com uso de efeitos luminosos e sonoros e técnicas especiais. Com trilha musical exclusiva, criada por Charlie Dennard, músico, compositor e band líder do famoso circo canadense, o espetáculo resgata a alegria e os sonhos dos espectadores. Além disso, conta com figurinos e maquiagem elaborados especialmente para as performances, utilizando materiais e recursos de alta tecnologia, música ao vivo, enredo próprio e acrobacias de tirar o fôlego.
O “Universo Casuo” utiliza a mesma forma lúdica dos circos internacionais, artistas de altíssimo nível como equilibristas, malabaristas, músicos, performances e a poesia do clown responsável pelo enredo da história. O show foi desenvolvido por Casuo após anos de pesquisa em suas viagens ao redor do mundo com o espetáculo “Alegria”:
O figurino do espetáculo é de encher os olhos. Feito a mão, foi pintado com as cores da cromoterapia, nos tons infinitos do Universo que é vasto e rico em degrades, brilho, cores e principalmente luz. Já o do protagonista, que tem um toque a mais, é assinado por Chico Spinoza, conceituado figurinista e carnavalesco de imenso talento que já mostrou seu trabalho nas melhores escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro.
O espetáculo conta a história de um universo paralelo, o “Universo Casuo”, através do gramelô, língua oficial desse planeta multicolorido, um lugar diferente, onde tudo é possível. Nele, o personagem denominado Jean Francua, o Clown, percebe que a Terra, o Planeta Azul, que antigamente esbanjava cores, hoje está desbotada e quase sem cor. O palhaço resolve atravessar o portal e entrar no nosso mundo, para trazer de volta os sonhos, as fantasias e, assim, torná-lo novamente colorido.
Serviço
Universo Casuo
Dia: 22 de novembro
Horário: 18h
Classificação: Livre
Local: Chevrolet Hall (Avenida Nossa Senhora de Fátima, 230 – Savassi)
Ingressos:
Área Diamante - R$ 240,00 (inteira) e R$ 120,00 (meia-entrada)
Área Ouro - R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia)
Arquibancada (1º Lote) – R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia)
Mais informações: 4003-5588.
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domingo, 15 de novembro de 2015
Ambição desumana
Confesso que o que me levou a assistir "A floresta que se move" foi o fato dele marcar o retorno da atriz Ana Paula Arosio aos cinemas.
Como todos devem saber, a estrela da TV, uma das mais belas da nossa teledramaturgia, afastada da telinha desde 2010, resolveu abandonar a carreira artística e viver uma vida sossegada no campo. Até agora.
No novo longa-metragem do diretor Vinícius Coimbra, Arosio vive a ambiciosa Clara, esposa de Elias, papel de Gabriel Braga Nunes. Ele é um bem sucedido empresário de um banco, que vê seu destino mudar no momento em que encontra uma misteriosa bordadeira que se diz vidente. Ela afirma que, naquele dia, ele se tornará vice-presidente e que, no dia seguinte, seria presidente do banco.
As coisas começam a acontecer como previsto, para surpresa dele e do amigo César (Ângelo Antônio). Quando ele conta a história para a esposa, ela sugere que o casal convide Heitor, o presidente do banco, interpretado por Nelson Xavier, para jantar na casa deles naquela noite. Só que o plano arquitetado por Clara terminará em uma série de assassinatos, em uma louca busca por poder.
O filme é inspirado em Macbeth, de Shakespeare, e representa mais um bom alívio para o nosso cinema, tão dominado por comédias globais. O clima de tensão permeia toda a história e é impressionante como os personagens vão se afundando em suas próprias mentiras. Afinal, como na fala do policial que investiga os crimes, "tratam-se de amadores". E um detalhe nessas horas pode fazer toda a diferença. Reparem na cena que o casal toma um banho de sangue enquanto se reviram na cama. Um presságio do que está por vir?
A fotografia do filme é muito bonita e sombria - ele foi gravado no Uruguai. Os atores Ângelo Antônio e Nelson Xavier estão muito bem como coadjuvantes, mais naturais que os protagonistas. Não que Gabriel Braga Nunes e Ana Paula Arosio não estejam bem, mas suas interpretações apresentam-se carregadas de uma dramaticidade teatral típica da obra de Shakespeare. Pecaram pelo excesso.
Arósio continua linda aos 40 anos. E devido ao grande assédio por parte da imprensa após a estreia do filme, resolveu se isolar novamente, numa viagem à Europa. Teria até recusado um papel importante na próxima novela das nove. É... como diria a canção, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Que o seu isolamento não demore tanto novamente.
Como todos devem saber, a estrela da TV, uma das mais belas da nossa teledramaturgia, afastada da telinha desde 2010, resolveu abandonar a carreira artística e viver uma vida sossegada no campo. Até agora.
No novo longa-metragem do diretor Vinícius Coimbra, Arosio vive a ambiciosa Clara, esposa de Elias, papel de Gabriel Braga Nunes. Ele é um bem sucedido empresário de um banco, que vê seu destino mudar no momento em que encontra uma misteriosa bordadeira que se diz vidente. Ela afirma que, naquele dia, ele se tornará vice-presidente e que, no dia seguinte, seria presidente do banco.
As coisas começam a acontecer como previsto, para surpresa dele e do amigo César (Ângelo Antônio). Quando ele conta a história para a esposa, ela sugere que o casal convide Heitor, o presidente do banco, interpretado por Nelson Xavier, para jantar na casa deles naquela noite. Só que o plano arquitetado por Clara terminará em uma série de assassinatos, em uma louca busca por poder.
O filme é inspirado em Macbeth, de Shakespeare, e representa mais um bom alívio para o nosso cinema, tão dominado por comédias globais. O clima de tensão permeia toda a história e é impressionante como os personagens vão se afundando em suas próprias mentiras. Afinal, como na fala do policial que investiga os crimes, "tratam-se de amadores". E um detalhe nessas horas pode fazer toda a diferença. Reparem na cena que o casal toma um banho de sangue enquanto se reviram na cama. Um presságio do que está por vir?
A fotografia do filme é muito bonita e sombria - ele foi gravado no Uruguai. Os atores Ângelo Antônio e Nelson Xavier estão muito bem como coadjuvantes, mais naturais que os protagonistas. Não que Gabriel Braga Nunes e Ana Paula Arosio não estejam bem, mas suas interpretações apresentam-se carregadas de uma dramaticidade teatral típica da obra de Shakespeare. Pecaram pelo excesso.
Arósio continua linda aos 40 anos. E devido ao grande assédio por parte da imprensa após a estreia do filme, resolveu se isolar novamente, numa viagem à Europa. Teria até recusado um papel importante na próxima novela das nove. É... como diria a canção, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Que o seu isolamento não demore tanto novamente.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Só feras no feriado em BH
No próximo dia 15 de novembro chega a Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, o show da turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que teve como homenageada a cantora Maria Bethânia, que celebra 50 anos de carreira.
No palco, além dela, os convidados Lenine, Zélia Duncan, João Bosco, Arlindo Cruz e Camila Pitanga. A direção musical é assinada pelo maestro e pianista Cristóvão Bastos.
A banda criada exclusivamente para o show traz em sua formação conceituados músicos, entre eles, Túlio Mourão (piano), Pretinho da Serrinha, Zero e Marcelo Costa (percussão), Márcio Mallard (cello), Jorge Helder (contrabaixo), Carlos César (bateria), Dirceu Leite (sopros), Paulo Dálfin (viola e violão), Pedro Franco (violão, guitarra e bandolim) e Márcio André (Trompete e Flugelhorn).
Gringo Cardia assina o cenário da turnê, formado por telões de led, com fotos do arquivo pessoal de Bethânia, reunindo imagens da infância até os dias atuais. Em sua maioria são fotos raras ou pouco vistas pelo grande público.
Imagens de joias africanas vão compor as projeções com balangandãs (figa, búzios, colar de baiana, rendas) e barroco colonial baiano. A proposta de Gringo Cardia é representar a herança afro-brasileira e a miscigenação do nosso povo.
A grande calda da sereia e o coração sagrado presentes na cerimônia de premiação deste ano estarão projetados como efeitos em 3D
O roteiro, idealizado por José Maurício Machline (criador do Prêmio da Música Brasileira), inclui somente canções eternizadas na voz da intérprete baiana. Cada intérprete terá um bloco de canções formado por temas eternizados na voz de Maria Bethânia. As canções que serão interpretadas pela homenageada ainda estão mantidas em segredo.
SERVIÇO
No palco, além dela, os convidados Lenine, Zélia Duncan, João Bosco, Arlindo Cruz e Camila Pitanga. A direção musical é assinada pelo maestro e pianista Cristóvão Bastos.
A banda criada exclusivamente para o show traz em sua formação conceituados músicos, entre eles, Túlio Mourão (piano), Pretinho da Serrinha, Zero e Marcelo Costa (percussão), Márcio Mallard (cello), Jorge Helder (contrabaixo), Carlos César (bateria), Dirceu Leite (sopros), Paulo Dálfin (viola e violão), Pedro Franco (violão, guitarra e bandolim) e Márcio André (Trompete e Flugelhorn).
Gringo Cardia assina o cenário da turnê, formado por telões de led, com fotos do arquivo pessoal de Bethânia, reunindo imagens da infância até os dias atuais. Em sua maioria são fotos raras ou pouco vistas pelo grande público.
Imagens de joias africanas vão compor as projeções com balangandãs (figa, búzios, colar de baiana, rendas) e barroco colonial baiano. A proposta de Gringo Cardia é representar a herança afro-brasileira e a miscigenação do nosso povo.
A grande calda da sereia e o coração sagrado presentes na cerimônia de premiação deste ano estarão projetados como efeitos em 3D
O roteiro, idealizado por José Maurício Machline (criador do Prêmio da Música Brasileira), inclui somente canções eternizadas na voz da intérprete baiana. Cada intérprete terá um bloco de canções formado por temas eternizados na voz de Maria Bethânia. As canções que serão interpretadas pela homenageada ainda estão mantidas em segredo.
SERVIÇO
Show 26º Prêmio da Música Brasileira
Artistas: Maria Bethânia, Zélia Duncan e Camila Pitanga, Arlindo Cruz, Lenine e João Bosco,
Data: 15 de novembro, domingo.
Local: Chevrolet Hall (Av. Sra. do Carmo, 230 - Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h
Ingressos: Já à venda no site (http://premier.ticketsforfun.com.br/) e bilheterias do Chevrolet Hall.
VALORES INDIVIDUAIS DOS INGRESSOS:
Mesa Premium Banco do Brasil: R$ 250,00
Mesa setor 1: R$ 200,00
Arquibancada: R$ 150,00
Artistas: Maria Bethânia, Zélia Duncan e Camila Pitanga, Arlindo Cruz, Lenine e João Bosco,
Data: 15 de novembro, domingo.
Local: Chevrolet Hall (Av. Sra. do Carmo, 230 - Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h
Ingressos: Já à venda no site (http://premier.ticketsforfun.com.br/) e bilheterias do Chevrolet Hall.
VALORES INDIVIDUAIS DOS INGRESSOS:
Mesa Premium Banco do Brasil: R$ 250,00
Mesa setor 1: R$ 200,00
Arquibancada: R$ 150,00
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Zélia Duncan
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Um filme com fantasmas, e não sobre fantasmas...

O cineasta mexicano Guillermo Del Toro adora nos surpreender com o visual de seus filmes. Quem não se lembra daquela criatura com os olhos nas mãos em "O Labirinto do Fauno"? Dos seres estranhos de Hellboy e Hellboy 2 - O Exército Dourado? Ou dos monstros e robôs gigantes de "Círculo de Fogo"?
Tamanha criatividade também pode ser vista em "A Colina Escarlate", atualmente em cartaz nos cinemas. E o objetivo dele agora continua sendo provocar arrepios no espectador. O filme de época traz fantasmas com um visual tão assustador que vai fazê-lo se contorcer na poltrona. Mas calma, eles não estão lá para matar ninguém, e sim para perturba-lo(a).
Eu explico: "A Colina Escarlate" conta a história da escritora Edith Cushing, papel de Mia Wasikowska (a Alice no País das Maravilhas de Tim Burton). Ela acaba se apaixonando pelo misterioso Sir Thomas Sharpe, vivido por Tom Hiddleston, e se muda com ele para uma sombria mansão no alto de uma colina - a tal colina do título, que tem uma neve avermelhada devido à alta concentração de argila no solo.
Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe (papel da sempre ótima Jessica Chastain), a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith.
Tudo na mansão assusta. O buraco no teto que faz nevar dentro da casa o tempo todo. O subsolo, repleto de tanques de argila líquida, que esconde segredos. Centenas de mariposas nas paredes, enfim, tudo parece contribuir para tornar o ambiente o mais estranho e sombrio possível.
Mas e os fantasmas? Ah, esses são muito estranhos, com aspecto de fumaça, dedos longos, movimentos retorcidos ao caminhar, faces medonhas. Eles guardam os mistérios do lugar e aparecem para Edith a fim de alertá-la para o perigo que é estar ali. É de gelar a espinha! Ela precisa sair imediatamente de lá. Mas como, já que ela fica no meio do nada?
O desenrolar da trama me lembrou a obra de Nelson Rodrigues, em que, por trás de uma falsa aparência de normalidade, as famílias estão rodeadas de segredos, muitos deles incestuosos. E ao encontrar esses "esqueletos no armário", a protagonista irá se ver em maus lençóis. Não dá pra contar muita coisa sem revelar importantes desdobramentos da história, então é melhor eu parar por aqui.
Resumindo: "A Colina Escarlate" é um bom filme de terror, assustador na medida certa e com uma ótima direção de arte, figurino e fotografia. Os que se impressionam mais facilmente podem ter pesadelos à noite. Ponto pro Del Toro. E fica a dica pra um outro filme de horror que ele produziu: Mama, de 2013. O cara sabe como nos abalar.
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Alessandra Maestrini canta Barbra Streisand

O que você faria se a você fosse proibido estudar ou mesmo questionar? Aí está a temática de “Yentl Em Concerto” com a cantora e atriz Alessandra Maestrini.
A "cantriz" interpreta as canções imortais do filme. Tudo acontece no início do século XX. Yentl perde o pai, que lhe ensinava as sagradas escrituras; o que era proibido às mulheres da época. Decidida a desafiar o destino que lhe condenava a permanecer na ignorância de Deus, do mundo e de si, ela traveste-se de homem e segue para Yeshiva, onde se apaixona por Avigdor, seu colega de estudos, e precisa descobrir até que ponto está disposta a abrir mão de sua identidade.
“Yentl – The Yeshiva Boy” é um conto de Isaac Bashevis Singer que, em 1983, foi adaptado para o cinema tendo como protagonista a cantora e atriz Barbra Streisand. O filme ganhou, em 1984 o Oscar de melhor trilha sonora adaptada, Globo de Ouro de melhor filme musical e melhor diretor, para Streisand que também assinava o roteiro. Esta película é um dos maiores sucessos do cinema, um ícone do gênero musical.
Maestrini está no palco desnudo, acompanhada apenas do piano de João Carlos Coutinho, que assina a direção musical do espetáculo. A cantora e atriz assina o roteiro e a direção dos 75 minutos de espetáculo. Pode-se dizer que a interpretação de Maestrini é intensa e visceral, fazendo com que o público ao ouvir a música e a história, cheia de dúvidas e questionamentos de Yentl acerca da sexualidade e da sociedade, se identifique e se emocione. A leveza e o humor, traços reconhecidos da trajetória da artista, também dão um grande diferencial ao espetáculo. O público se delicia e se surpreende ao se ver em meio a gargalhadas emocionadas diante de temas normalmente considerados delicados.
Serviço:
Yentl Em Concerto
Data: 23 e 24 de outubro de 2015
Teatro Bradesco - Rua da Bahia, 2.244
Horário: sexta-feira e sábado, às 21h
Ingressos: R$70,00 (inteira) R$35,00 (Meia)
Classificação:12 anos
Mais informações: (31) 3516-1360
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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14:31
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