terça-feira, 27 de outubro de 2020

Lilia Cabral e a filha estreiam peça on-line


Com texto de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva, a montagem "A Lista" marca o retorno de Lilia Cabral ao teatro após cinco anos sem subir aos palcos. Será também a estreia ao lado da filha.

A peça conta a história de uma aposentada trancada no seu apartamento em Copacabana, evitando se contaminar com o vírus que assolou o mundo da noite para o dia. Munida da lista de compras do supermercado de Laurita, é a jovem Amanda quem abastece a casa da vizinha. O encontro de Laurita (Lilia Cabral) e Amanda (Giulia Bertolli) detona um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcarão suas vidas para sempre.

A apresentação do espetáculo contará com tradução em libras e áudio descrição para garantir o acesso das pessoas com deficiências auditivas e visuais. Durante a apresentação o público poderá fazer doações, por meio de QR Code, para o Mesa Brasil Sesc, programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos promovido pelo Sesc.

FICHA TÉCNICA

Com: Lilia Cabral e Giulia Bertolli | Texto: Gustavo Pinheiro | Direção: Guilherme Piva | Assistente de direção: Lu de Oliveira | Iluminação: Renato Machado | Direção de movimento: Marcia Rubin.

Gênero: Comédia dramática | Classificação etária: 12 anos

“PALCO INSTITUTO UNIMED-BH EM CASA” – 2ª TEMPORADA

· Espetáculo “A Lista” – 05 de novembro (quinta-feira), às 20h30.

· Gratuito | Transmissão ao vivo, pelos canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro RJ (TeatroClaroRJ), e pelo Canal 500 da Claro TV.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Anavitória concorre (de novo) ao Grammy Latino

 
O duo Anavitória concorre ao Grammy Latino 2020 mais uma vez. As amigas, que totalizam três álbuns lançados e os três já nomeados na premiação, concorrem agora com o projeto “N” na categoria “Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.”

Nesse terceiro álbum da carreira da dupla, Ana e Vitória cantam releituras de sucessos do cantor Nando Reis. Esse trabalho é também o primeiro em que Ana Caetano assina a produção, ao lado do músico Tó Brandileone.

Foi no ano de 2017 que a dupla conquistou o primeiro troféu na categoria de “Melhor composição em língua portuguesa” com o hit “Trevo”, além de terem sido indicadas na categoria “Melhor álbum pop em língua portuguesa” com o álbum “Anavitória”. Em 2018 elas levaram o prêmio nessa mesma categoria com o segundo álbum da carreira, “O Tempo é Agora”.

A cerimônia do Grammy Latino 2020 acontece no dia 19 de novembro.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Teatro on-line traz "O Som e a Sílaba"

O “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” segue com a programação da sua 2ª temporada que, até o mês de novembro, terá realizado as apresentações gratuitas e on-line de cinco excelentes produções nacionais do teatro.

A estreia ocorreu no dia 24 de setembro, com “Cauby, Uma Paixão”, com Diogo Vilela. Agora, o palco do Teatro Claro SP receberá um dos musicais nacionais mais celebrados e premiados do país: “O Som e a Sílaba”. O texto é de Miguel Falabella, especialmente concebido para Alessandra Maestrini e Mirna Rubim.

A história gira em torno da relação entre Sarah Leighton (Alessandra Maestrini) e Leonor Delise (Mirna Rubim), duas mulheres muito diferentes. A primeira, jovem e com dificuldades em se enquadrar na sociedade, porém completamente única, por conta do diagnóstico de Síndrome de Asperger. Sarah é uma Savant: possui um autismo altamente funcional que, por um lado, lhe permite habilidades em algumas áreas, entre elas números e música; e que, por outro, faz com que ela se comunique com o mundo de uma maneira inusitada, gerando situações hilárias.

Já a segunda, uma diva internacional da ópera com mais de 50 anos que, por acasos da vida, se tornou professora de canto. Direta, elegante, refinada e aparentemente bem resolvida. Aparentemente. Das diferenças, dos diálogos e situações divertidas entre duas pessoas de universos tão distintos, acaba nascendo uma cumplicidade; uma transforma a vida da outra, até que o público se pergunta: quem, de fato, está ensinando a quem?

“PALCO INSTITUTO UNIMED-BH EM CASA” – 2ª TEMPORADA
· Espetáculo “O Som e a Sílaba” – 08 de outubro (quinta-feira), às 20h30.
· Gratuito | Transmissão ao vivo, pelos canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro SP (TeatroClaroSP), e pelo Canal 500 da Claro TV.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Pela primeira vez na história, BH recebe uma escultura urbana feita por um artista indígena

Até o dia 22 de outubro, quem passar pelo Viaduto Santa Tereza, na Floresta, poderá conferir a obra "Entidades", de Jaider Esbell, artista contemporâneo de Roraima. A instalação faz parte do Cura - Circuito Urbano de Arte.

A obra, um inflável de cerca de 40 metros, surpreende o público. São duas serpentes que se encontram no meio do viaduto, e que tem como simbologia a cura. No xamanismo indígena, ela é considerada um “animal de poder” e está presente como força de cura, regeneração e transformação, com capacidade de “comer as doenças” mais graves que acometem o ser humano.

Sobre Jaider

Jaider é artivista indígena da etnia Makuxi (RR) com prêmios na literatura, nas artes visuais e no cinema. Desde 2010, encontra também na escrita caminhos para suas manifestações artísticas. Trabalhos individuais e coletivos, tanto no Brasil quanto no exterior, marcam a trajetória do artista que vive em Boa Vista (RR), capital onde criou e mantém a primeira galeria de arte exclusivamente para obras de arte indígena contemporânea.

Cura 2020

A 5ª edição do Cura – Circuito de Arte Urbana acontece entre os dias 22 de setembro e 04 de outubro em Belo Horizonte. Desta vez, serão pintadas 04 empenas no hipercentro da cidade, que também receberá outras intervenções artísticas. Por conta da pandemia, o restante da programação acontece exclusivamente online.

Fique ligado nas redes sociais do circuito:

www.youtube.com/CURACircuitoUrbanodeArte

www.facebook.com/curafestival

www.instagram.com/cura.art

https://cura.art

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Espetáculo on-line "Cauby, uma Paixão"


A estreia da segunda temporada do “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” traz, no dia 24 de setembro (quinta-feira), às 20h30, Diogo Vilela apresentando, pela primeira vez, “Cauby, uma Paixão”, uma adaptação de Flávio Marinho do musical “Cauby, Cauby” para o teatro on-line.

O roteiro traz novas canções que foram gravadas por Cauby e que habitam o imaginário coletivo até hoje. O show-teatro-musical percorre a carreira do cantor, pontuada por músicas como “Conceição”, “A Perola e o Rubi”, “Molambo”, “Samba do Avião”, “Eu e a Brisa”, entre tantos sucessos gravados pelo artista que, até hoje, tem um público cativo.

O ator Diogo Vilela estará acompanhado em cena pela diretora musical Liliane Secco e pelo saxofonista Fernando Trocado.

Durante as apresentações da primeira temporada do “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” o público pode fazer doações para o Mesa Brasil Sesc, programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos promovido pelo Sesc. No total, foram arrecadados R$ 33.740,00, convertidos em cestas básicas que beneficiaram mais de 400 famílias. A segunda temporada também possibilitará ao público realizar as doações para o Mesa Brasil Sesc (por meio de QR Codes).

SERVIÇO

“Palco Instituto Unimed-BH em Casa” – 2ª temporada

Espetáculo “Cauby uma Paixão”, com Diogo Vilela – 24 de setembro (quinta-feira), às 20h30.

Gratuito | Transmissão ao vivo, pelos canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio), e pelo Canal 500 da Claro TV.

Classificação: livre

Duração: 60 minutos

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Black Kamen Rider volta para a TV aberta

Depois do sucesso de audiência das séries de super heróis japoneses, Black Kamen Rider, um clássico do gênero tokusatsu volta as telas da TV Bandeirantes depois de 29 anos da primeira exibição na extinta TV Manchete, realizada em Abril de 1991.

Desde sua primeira exibição no Japão em 1971, a série mudou a história da televisão com o “Motoqueiro Mascarado” e depois de 40 anos ainda continua no ar.

Black Kamen Rider faz parte de uma franquia criada por Shôtarô Ishinomori, produzida pela Toei Company e distribuída pela Sato Company no Brasil e na América Latina. A estreia foi no domingo, dia 30 de Agosto, ao meio-dia, com a exibição dos primeiros 2 episódios.

No total são 51 episódios, que serão exibidos todos os domingos na programação “Mundo Animado” da Band , na versão remasterizada e com a dublagem original.

Outro fato muito questionado pelos fãs desde a época da TV Manchete, é sobre a dublagem do último episódio da série, que até então nunca tinha sido feita. Finalmente a dublagem foi realizada também com elenco original da série e será exibida na TV Bandeirantes. Black Kamen Rider também estará disponível na Amazon Prime Video a partir do dia 05 de Setembro.

A história

Ao completarem 19 anos, os irmãos de criação Issamu Minami (Tetsuo Kurata) e Nobuhiko Aikizuki (Takahito Horiuchi) são sequestrados pela base secreta dos Gorgom, uma terrível organização que pretende dominar o planeta Terra. O grupo pretende fazer operações mutantes nos jovens, para que eles se transformem em homens-gafanhoto. A intenção deste maléfico plano era apagar as memórias dos dois e promover uma batalha entre eles, cujo vencedor seria o sucessor do Grande Rei dos Gorgom. Issamu consegue fugir antes de ter sua memória afetada, mas já tem, em seu corpo, a King Stone, pedra responsável pela mutação. Assim, ele se transforma em Black Kamen Rider, um herói disposto a livrar a Terra da escravidão e salvar seu irmão.





sábado, 29 de agosto de 2020

RIP Chadwick Boseman

Me lembro bem de como saí impactado do cinema depois de ter assistido Pantera Negra. O filme, mais um do Universo Marvel, trouxe um super-herói até então desconhecido pra mim. E tudo em Wakanda era muito legal! Uma cidade futurista, ultra-tecnológica, escondida no meio de uma floresta africana! E o que dizer do povo de Wakanda? Os trajes típicos, as tradições, os ritos... e já que hoje em dia se fala muito em representatividade, que bom que surgiu esse herói negro em quem muitas crianças poderiam se espelhar. 

E hoje fomos todos surpreendidos com a triste notícia da morte do ator que encarnou tão bem esse personagem. Chadwick Boseman tinha 43 anos e lutava desde 2016 contra um câncer de cólon, que já estava no estágio 4. A notícia causa espanto pois Chadwick enfrentou a doença em silêncio - poucas pessoas sabiam disso - e trabalhou enquanto fazia cirurgias e sessões de quimioterapia - deixou inclusive o filme inédito "Ma Rainey's Black Bottom", produzido por Denzel Washington e estrelado por Viola Davis.

Quando o vi pela última vez numa dessas aparições em eventos de Hollywood, o achei bastante magro, mas pensei que poderia ser por causa de algum novo papel no cinema. Ledo engano. Em meio a tantas homenagens de famosos e anônimos nas redes sociais, ficam os ensinamentos do Rei T'Challa, a de que na cultura de Wakanda, a morte pode ser apenas o princípio de muitas coisas.

#RIPChadwickBoseman

#WakandaForever

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Mulher Maravilha 1984 e The Batman ganham novos trailers

Os fãs de super-heróis, mais precisamente de heróis da DC Comics, foram brindados nos últimos dias com dois trailers de filmes super aguardados: Mulher Maravilha 1984 e The Batman. Dá só uma olhada:

Como o nome do filme já diz, o novo longa da Mulher Maravilha(Gal Gadot) é um filme de época. Se passa nos anos 80 e a vilã da vez é Cheetah, a Mulher-Leopardo (Kristeen Wiig). Também dá pra ver que Steve Trevor (Chris Pine) não morreu.

Eu achei o trailer bem legal. Ela usando o laço nos raios foi meio viajante, mas o traje dourado com asas ficou show! E a Gal continua perfeita no papel da heroína.

Se a pandemia deixar, Mulher Maravilha 1984 estreia no dia 2 de outubro, com um ano de atraso.

O outro trailer é de The Batman:


Robert Pattinson resolveu se arriscar na pele do personagem. Ou ele vai se consagrar ou virar motivo de piada - tudo vai depender do roteiro e do desempenho do longa-metragem. Mas a zoação com o cabelo do ator já começou, com comparações com o Peter Parker Emo de Tobey Maguire em "Homem-Aranha 3".

The Batman também tem no elenco Zoë Kravitz como a Mulher-Gato, Paul Dano como o Charada, e Colin Farrel é o Pinguim. Matt Reeves assina a direção e ele já disse que o filme vai contar a origem dos principais vilões do Homem-Morcego.

A estreia está prevista para outubro de 2021.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Jota Quest Acústico no CCBB LIVE


Há 3 anos, o Jota Quest lançava o seu 1º “Acústico”, projeto artístico que se tornaria um dos mais bem sucedidos dos 25 anos de carreira da banda mineira.

A temporada de shows, encerrada em 2019, foi assistida por mais de 800 mil expectadores, em 26 estados do Brasil e em Portugal.

Para celebrar a data e matar a saudade de fãs e seguidores, o grupo realiza no próximo sábado, 22 de agosto, em parceria com o Banco do Brasil, uma edição especial de aniversário intitulada “Acústico Jota Quest CCBB LIVE”, com transmissão ao vivo pelo canal do grupo no Youtube, e que terá como cenário, o edifício histórico do Centro Cultural Banco do Brasil, na capital mineira.

Essa será a terceira vez que eles realizam uma LIVE aberta para fãs, desde o início da quarentena, e será também a 1ª LIVE fora das dependências do estúdio próprio da banda em BH.

No repertório da live-show, além dos clássicos já eternizados pelo “Acústico”, o grupo prepara ainda versões “desplugadas” para os últimos singles “A Voz do Coração” e “Guerra e Paz”, além de surpresas acústicas para “lados-b”, ainda não versionados, escolhidos pelos fãs através de enquete pelas redes sociais.

Com previsão de 3 horas de duração, o “Acústico Jota Quest CCBB LIVE” terá, ao longo do espetáculo, sorteios, promoções e ação-solidária em prol da campanha “Proteja e Salve Vidas”, uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil, que irá destinar cestas básicas, alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e EPIs para as populações carentes mais impactadas pela Covid-19.

SERVIÇO:

EVENTO: “Acústico Jota Quest CCBB LIVE”

DATA.: Sábado, 22 de Agosto, 2020

HORA.: 20h

LOCAL.: CCBB-BH (Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte)

CANAL.: YOUTUBE / JOTAQUEST

PATROCÍNIO.: BANCO DO BRASIL

AÇÃO SOLIDÁRIA.: “Proteja e Salve Vidas”

INICIATIVA.: Fundação Banco do Brasil

domingo, 16 de agosto de 2020

1984: Advertência ou profecia?

Quando eu ganhei de presente de aniversário o livro “1984”, de George Orwell, uns 3 anos atrás, eu pensei: “Nossa, que legal! O livro que traz o conceito do Big Brother…” eu sabia que era um clássico, mas por algum motivo ele ficou lá, na minha estante, na fila dos livros para ler. 

Durante a pandemia – e na tentativa de deixar o celular um pouco de lado – eu resolvi ler alguns livros. Um deles foi “The Handmaid’s Tale”, de Margaret Atwood, que se passa numa sociedade distópica em que as mulheres são oprimidas. Gostei muito! Aí eu lembrei que “1984” também falava sobre uma distopia totalitária, vigiada pelo “Grande Irmão”. Eis que o li.

O que eu trago aqui não é nenhuma análise crítica, profunda, sobre a obra-prima de Orwell, e sim a minha experiência como leitor. O livro foi publicado em 1949, sete meses antes do autor morrer. O romance – se é que podemos chamá-lo assim, porque pra mim está mais pra um livro de terror – se passa em 1984, numa cidade chamada “Pista de Pouso Número 1” (que seria Londres), na Oceânia, uma superpotência controlada pelo Partido e comandada pelo seu líder, o “Grande Irmão”. Ele é o olho que tudo vê. Todos os habitantes são constantemente vigiados e precisam seguir uma única regra: a obediência absoluta em ação e pensamento.

Nosso “herói”, se é que podemos chamá-lo assim, é Winston Smith, um homem de 39 anos que reage contra o sistema. Ele trabalha no Ministério da Verdade e é um dos responsáveis por “mudar o passado”, alterando notícias de jornais de modo que elas favoreçam a Oceânia. Smith começa a escrever um diário e a praticar outros atos extremamente proibidos. Mas ele não está sozinho nessa. Ele se apaixona por Julia, uma moça que trabalha no mesmo Ministério que ele, e a quem ele odiava no princípio, pois achava que ela era devota do Partido.

Encorajados pelo amor, eles tentam entrar em contato com uma força de oposição chamada Confraria, supostamente liderada pelo arqui-inimigo do Grande Irmão, Emmanuel Goldstein. Porém eles acabam caindo numa armadilha. E é aí que o livro fica terrivelmente tenso. Eu diria até aterrorizante e cruel, com sessões de tortura, lavagem cerebral e outros tipos de violência física e psicológica, tudo para que o protagonista se adéque ao sistema. Não dá pra revelar mais sem entregar momentos cruciais do livro – acho até que já falei demais…

O que mais me assustou em “1984” é saber que ele é uma história sobre um futuro que passou, mas que continua alarmante. Se Orwell lançou o livro em 1949 imaginando como seria a sociedade 35 anos no futuro, lá se vão 36 anos que o derradeiro ano já passou. E graças a Deus não chegamos ao que ele indicava. Mesmo assim rola um certo medo de que algo assim não seja totalmente impossível, ainda mais com o que a gente tem visto nos dias de hoje: crescimento da extrema direita, países fechados controlados por ditadores, ameaças de guerras, e por aí vai.

Se o conceito do livro foi absorvido pela indústria do entretenimento e virou o mote para o programa “Big Brother”, que coloca os participantes em confinamento numa casa vigiada 24 horas por dia, fica fácil prever o caminho que essa falta de liberdade pode gerar. Ou seria a liberdade uma forma de escravidão? - assim como prega o “duplipensamento”, uma disciplina mental apresenta no livro cujo objetivo é ser capaz de acreditar em duas verdades contraditórias ao mesmo tempo.

Fato é que eu terminei de ler “1984” com mais perguntas que respostas. Agora, se o objetivo de George Orwell era mexer com o leitor – pro bem ou pro mal – ele, de fato, conseguiu. Impossível sair ileso depois dessa experiência.

Adaptações para o cinema

"1984" já teve duas adaptações para o cinema. A primeira é de 1956. Foi dirigida por Michael Anderson e estrelada por Edmond O'Brien. O'Brien, o vilão, foi renomeado como "O'Connor," para evitar confusão com o nome do ator principal. A história é substancialmente diferente do livro. No Youtube tem o filme completo. Clique aqui para assistir.

A segunda versão foi lançada em 1984 - qualquer semelhança não é mera coincidência - e tem direção de Michael Radford. O elenco trouxe John Hurt, Richard Burton, Suzanna Hamilton e Cyril Cusack. 

Pra assisti-lo, clique aqui.