segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou...

Ontem assisti "Se Eu Ficar", adaptação para o cinema do livro homônimo, escrito por Gayle Forman. Trata-se de um drama adolescente sobre vida após a morte. Mas mais do que isso, o filme é uma bonita história de amor que tem a música como pano de fundo.

Logo no começo da trama acompanhamos o acidente que vai deixar Mia Hall (Chlöe Grace Moretz), uma prodigiosa musicista, em estado de coma. Narrado em flashbacks, o longa-metragem mostra como a jovem se sentia um "peixe fora d'água" ao escolher o caminho da musica erudita, já que os pais eram roqueiros de carteirinha. Pra complicar ainda mais as coisas, ela se envolve com o popular Adam (Jamie Blackley), vocalista de uma banda de rock que vive em turnê.

Podem esses dois universos tão diferentes conviver em harmonia? Dedicar-se ao violoncelo e ir para uma renomada faculdade de música do outro lado do país ou viver esse amor meio louco, em alta frequência?Entre a vida e a morte, ela refletirá sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.

Chlöe é linda, carismática e está muito bem no papel. Não há como não se afeiçoar a ela. Não gostei muito de Blackley no papel de Adam... os pais de Mia, os roqueiros aposentados Denny e Kat Hall (Joshua Leonard e Mireille Enos, respectivamente) são ótimos e parecem ser muito mais irresponsáveis que a filha - só parecem. O amor que une a família é algo bonito de se ver. E como o destino nos prega peças, vidas são ceifadas num piscar de olhos. É ficção, mas é realidade. Como dizem, "para morrer, basta estar vivo".

Apesar dos clichês comuns a esse tipo de filme (experiência extra-corpórea, luz no fim do túnel, discursos emocionados de familiares e amigos para a moça em coma, etc...), "Se Eu Ficar" deve agradar em cheio o público. Uma pena estar em cartaz em pouquíssimas salas de cinema em BH (apenas três). Leve o seu lencinho e divirta-se. Ou chore. Ou reflita. Você decide.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pernas pra que te quero!

"Maze Runner - Correr ou Morrer" é bem legal! Desde quando assisti o trailer pela 1ª vez fiquei com vontade de ver o filme, mesmo sabendo que ele segue a linha "Jogos Vorazes", "Divergente", etc, ou seja, num futuro distópico, o destino de jovens é colocado à prova e eles terão que lutar pela sobrevivência e blá, blá, blá... mas fui de coração aberto e não me decepcionei.

O longa começa com o jovem Thomas (Dylan O'Brien) num elevador, sendo abandonado em uma comunidade isolada formada por garotos, após toda sua memória ter sido apagada. A única saída que eles têm é através de um labirinto repleto de perigos e cujas paredes se movem, mas poucos se atrevem a entrar nele. Embora vivam em harmonia naquele local, eles precisarão unir forças uns com os outros para conseguir escapar - mesmo alguns insistindo em ficar.

Os únicos que conhecem um pouco mais do labirinto são os chamados "corredores", jovens mais rápidos que procuram mapeá-lo em busca de uma saída. Thomas, inconformado em ficar isolado nessa espécie de prisão, acaba se tornando um deles. A situação fica ainda mais crítica quando é enviada para a "clareira" uma garota, Teresa (Kaya Scodelario), com o aviso de que ela seria a última...

Prepare-se para momentos de muita tensão. Dentro do labirinto existem uma espécie de robôs-monstros mortais (imaginem a mistura de um alien com uma aranha) chamados verdugos. Quem os criou? Porque os garotos estão ali? Existe realmente uma saída? A gente fica se perguntando isso o tempo todo e o filme cumpre bem esse papel de prender o espectador.

Os efeitos especiais são bons e o elenco de apoio cumpre bem seu papel - destaque para o gordinho gente boa Chuck (Blake Cooper) e para o "vilão" Gally (Will Pouter).

O final, que eu não vou revelar aqui, explica algumas coisas mas deixa claro que muitas respostas que a gente busca só serão explicadas em "Prova de Fogo", a sequência que vai estrear em 18 de setembro de 2015. A terceira parte da trilogia se chama "A Cura Mortal" e é claro que também ganhará as telonas.

Ah, antes que eu me esqueça: o autor da série se chama James Dashner e é mais um daqueles que ficaram ricos com seus livros.

Abaixo, o trailer do filme. Assista, você vai gostar!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Nada será como antes

Depois de temporadas de enorme sucesso no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, o premiado espetáculo “Milton Nascimento – Nada será como Antes” dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, chega a Minas Gerais, estado onde o cantor e compositor passou a infância e adolescência. 

O espetáculo presta uma homenagem aos 50 anos de carreira e 70 anos de vida de um dos maiores cantores e compositores brasileiros, reunindo vasta lista de clássicos que Milton Nascimento produziu ao longo deste tempo.

As apresentações em Uberlândia (13 de setembro) e Ouro Preto (27 de setembro) foi/serão gratuitas e realizadas em locais públicos. As apresentações em Belo Horizonte (20 e 21 de setembro) e Juiz de Fora (10, 11 e 12 de outubro) serão pagas e realizadas em teatros.

No palco, o grupo de atores e músicos dá voz a temas fundamentais da música do homenageado, como amor, amizade, criação artística, negritude, brasilidade e solidão. O cenário, de Rogério Falcão, remete a uma tradicional casa mineira e os figurinos, assinados por Charles Möeller, tem um ar de ‘roupa vivida’, como se tivessem saído de um antigo baú.

A simplicidade dá o tom e o roteiro do musical se divide em quatro atos correspondentes às estações do ano. Enquanto composições que remetem a um solar imaginário interiorano ('Bola de Meia, Bola de Gude', 'Aqui é o País do Futebol') compõem o 'Verão`, 'A Cigarra', 'Um Girassol da Cor do seu Cabelo' e 'Nuvem Cigana' dão colorido à Primavera. Clássicos que atravessaram gerações ('Cais', 'Caçador de Mim', 'Encontros e Despedidas' e 'Faca Amolada') moldam o Outono e continuam pelo Inverno, com 'Nada Será como Antes' e 'O que foi Feito Devera'.


SERVIÇO

“Milton Nascimento – Nada será como Antes”
Data: Sábado, 20 de setembro e Domingo, 21 de setembro
Local: Palácio das Artes
Horário: Sábado às 21h e Domingo às 19h
Preços:
Platéia I - R$ 90,00
Platéia II - R$ 70,00
Platéia II (balcão) - R$ 50,00

Cidade: Ouro Preto
Data: Sábado, 27 de setembro
Local: Praça Tiradentes
Horário: 20h
Entrada gratuita

Cidade: Juiz de Fora
Data: Sexta-feira, 10 de outubro, Sábado, 11 de Outubro e Domingo, 12 de outubro
Local: Cine Theatro Central
Horário: Sexta-feira/Sábado e Domingo às 20h
Preços:
Platéia A - R$ 70
Platéia B - R$ 60
Balcão Nobre - R$ 50
Galeria - R$ 40
Camarote (06 pessoas) - R$ 420

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Elis, A musical

Depois de longa temporada no Rio de Janeiro e São Paulo, “Elis, A musical” vem a Belo Horizonte ser aplaudida pelos mineiros. As sessões lotadas e críticas de sucesso registradas em RJ e SP prometem muitas emoções também no Grande Teatro do Palácio das Artes, onde o espetáculo será apresentado de hoje até sábado, sendo os dias 11 e 12/9, às 21h, e o dia 13/9, às 17h e às 21h. O Palácio das Artes fica na Av. Afonso Pena, 1537 – Centro.

Foi necessário um investimento de R$ 10 milhões para recriar momentos da vida e da trajetória da cantora gaúcha. “Elis, A musical” tem 19 atores em cena, uma banda com nove músicos e 265 pessoas envolvidas na produção para recriar no palco cerca de 20 anos de história.

No espetáculo, as atrizes Laila Garin e Lílian Menezes se alternam na interpretação de Elis Regina. Já Tuca Andrada e Claudio Lins interpretam os dois maridos da cantora, Ronaldo Bôscoli e Cesar Camargo Mariano, respectivamente. Outros 16 atores se revezam em vários papéis, em uma história que leva para o palco diversas figuras importantes da cultura nacional como Cesar Camargo Mariano, Jair Rodrigues, Lennie Dale, Miéle, Ronaldo Bôscoli, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, entre muitos outros.

O musical emociona ao apresentar as canções que se tornaram grandes sucessos na voz de Elis Regina, como “Águas de março”, “Aos Nossos Filhos”, “Arrastão", “Casa no campo”, “Como Nossos Pais”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Fascinação”, “Madalena”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “O Trem Azul” e “Redescobrir”. Ao todo são 51 obras que integram o repertório do espetáculo, entre músicas, medleys e vinhetas.

O texto é de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Dennis Carvalho assume a direção, pela primeira vez no teatro. Depois de Belo Horizonte, “Elis, A musical” segue turnê pelo Brasil passando por Curitiba, Brasília e Porto Alegre.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Vem aí o "III Campeonato Mineiro de Impro"!

Uma inusitada mistura entre teatro e esporte que transforma os atores em jogadores, e a plateia em torcida. As partidas são regidas por um juiz e têm trilha sonora executada ao vivo. 

Em vez de ensaios, treinos. Em vez de figurino, uniformes. E no palco – que se transforma em pista de jogo – os atores improvisam histórias a partir de temas sugeridos pelo público, que é também responsável por escolher a equipe campeã de cada jogo e, ao final do torneio, o Campeão Mineiro.

Assim é o Campeonato Mineiro de Impro, que chega à sua terceira edição. O evento realizado pela UMA Companhia tem como objetivo promover a difusão da impro em Minas Gerais, e também o intercâmbio entre os improvisadores do estado.

Apesar do formato de disputa, o projeto não estimula a rivalidade: o campeonato propõe, na verdade, um momento de troca de experiências entre as equipes participantes.

A minha equipe, ImproColetivo, que ficou em 3º lugar nas duas últimas edições, participa da 1º fase na 5ª feira, dia 11 de setembro. Venha torcer pela gente você também!

SERVIÇO

III Campeonato Mineiro de Impro!
11 a 14 de setembro
Qui a Sab às 20h | Dom às 19h
R$10 inteira | R$5 meia
Teatro adulto
Gênero: improvisação | comédia
Mais informações no site www.campeonatodeimpro.com.br

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Senhora dos Afogados, a nova montagem da Cia da Farsa




A Cia da Farsa escolheu “Senhora dos Afogados”, um dos textos mais polêmicos de Nelson Rodrigues, como o seu novo desafio de experimentação teatral. O espetáculo, que marca os 13 anos da Companhia, estreia nesta sexta-feira, dia 5 de setembro, no Galpão Cine Horto, na Rua Pitangui, 3.613, bairro Horto.

As apresentações (5 a 7/9) serão às 21 horas, na sexta e no sábado, e às 19 horas, no domingo. A classificação etária é de 16 anos. No elenco, estão os atores Alex Zanonn, Alexandre Toledo, Marcus Labatti, Pedro Vieira e Sidneia Simões. A direção é de João Valadares e a preparação corporal e assistência de direção de Anderson Vieira. O cenário é de Yuri Simon e Heleno Polisseni; luz de Felipe Cosse e Juliano Coelho; os figurinos de Steysse Reis; e a maquiagem de Gabriela Dominguez.

“Senhora dos Afogados” tem personagens marcantes e faz parte do ciclo das tragédias, com inspiração nos ancestrais mitos gregos. Nelson Rodrigues coloca um sentido brasileiro e moderno à história de Electra, além de buscar inspiração nas teorias freudianas, levando o incesto ao extremo da dor e da loucura e, por incrível que possa parecer, com toques de humor. Considerado, ao lado de “Álbum de Família”, um dos textos mais polêmicos do teatro brasileiro, “Senhora dos Afogados” dá voz ao mais primitivo e renegado instinto humano, o incesto.

SERVIÇO

SENHORA DOS AFOGADOS
De 5 a 7 de setembro – sexta e sábado, 21h, domingo, 19h
TEATRO: Galpão Cine Horto – Rua Pitangui, 3.613 – Horto
SINOPSE: A peça aborda a trajetória de uma família para desvendar os mistérios de dois trágicos incidentes que vão trazer à tona muitas outras histórias.
ELENCO: Alex Zanonn, Alexandre Toledo, Marcus Labatti, Pedro Vieira e Sidneia Simões
DIREÇÃO: João Valadares
INGRESSOS: R$ 20 (inteira) - R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos

domingo, 24 de agosto de 2014

Santa tartaruga!


Criadas em 1984, nos quadrinhos, "As Tartarugas Ninja" ganharam popularidade com uma série animada que durou de 1987 até 1996 e que marcou a infância de muita gente, inclusive a minha. Foi muito legal vê-las na telona do cinema, nesta adaptação de Michael Bay que celebra os 30 anos das personagens. Mesmo o longa-metragem não sendo nenhum primor, é empolgante acompanhar as aventuras de Leonardo, Donatello, Rafael e Michelângelo, que saem diretamente dos esgotos para enfrentar o mal que assola Manhattan.

Vale lembrar que esta que está em cartaz não é a primeira adaptação da história das tartarugas para o cinema. Nos anos 90 houve uma trilogia que não obteve grande sucesso. Mas agora, sob a chancela de Bay (produtor de "Transformers") e direção de Jonathan Liebesman (de "Fúria de Titãs 2"), a série ganhou fôlego e o filme estreou em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e do Brasil.

Na trama, a cidade de Nova Iorque está dominada por uma onda de crimes e violência protagonizada pelo chamado "Clã do Pé", comandado pelo vilão Destruidor. Assim, quatro irmãos tartarugas, frutos de uma experiência genética, batizados com nomes de grandes italianos da história, saem do esgoto onde vivem e começam a lutar contra esse terrível oponente.
Um flashback vai explicar direitinho a origem dos heróis, fique tranquilo. Para tal, contam com a ajuda da atraente repórter April O’Neil (Megan Fox).  Agora, a única coisa que liga Megan a April é o casaco amarelo, porque de resto, tirando a beleza descomunal da atriz, ela deixa muito a desejar no quesito "interpretação".


O novo visual das Tartarugas impressiona. Elas estão enormes, parrudas, com caras de maus... o bom é que mantiveram suas personalidades: Leonardo é o chefe e usa espadas; Donatello, o inteligente, tem um bastão como arma; Rafael é o durão e usa garfos (ou adaga-punhal); e Michelângelo, que manipula um tchaco, é o brincalhão do grupo. O rato Mestre Splinter também está lá, bem menor do que eles, mas sua figura é respeitada por todos. Me chamou a atenção o fato dele ter aprendido a lutar lendo um livro de artes marciais e depois ter ensinado isso aos seus discípulos! Hahahaha! E não faltam as fatias de pizza e o grito de guerra "Kawabanga"!

Achei o visual do Destruidor muito exagerado. Sua armadura robótica de samurai está apinhada de armas (parece aqueles canivetes suíços cheios de funções), e o pior, as espadas, depois de atiradas, voltam para o lugar de origem como ímãs! Faz-me rir! Faltaram antagonistas mais bem construídos, na minha opinião. Os capangas Beebop e Rocksteady não dão o ar da graça.

Os buracos nos roteiros são compensados por boas cenas de luta e efeitos visuais impressionantes. Algumas sequências são tão caóticas que mal dá pra entender o que está acontecendo, tipo a da avalanche. Mas no geral, "As Tartarugas Ninja" vai te dar 1h40 de diversão. A gente só espera que a continuação, que já está confirmada, seja um pouco melhor.

Abaixo, o trailer do filme:



E para os nostálgicos, a abertura do desenho que marcou uma geração:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem Tem Medo de Virginia Woolf?

Chega a Belo Horizonte este fim de semana o espetáculo “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, escrito em 1962 pelo norte-americano Edward Albee, considerado um dos mais importantes dramaturgos do teatro moderno. 

Essa é a quarta montagem da peça no Brasil, dessa vez com direção de Victor Garcia Peralta e com Zezé Polessa, Daniel Dantas, Ana Kutner e Erom Cordeiro no elenco. Com texto atual, após 51 anos desde sua estreia, o espetáculo mostra até onde podem ir as pessoas para manter seus relacionamentos.

No Brasil, Zezé Polessa já idealizava produzir essa montagem desde 2011, quando o diretor Victor Garcia Peralta sugeriu que ela interpretasse a instigante personagem Marta, criada por Albee. Depois de três anos, e com tradução elogiada e indicada a prêmios, o espetáculo consolida-se como um dos grandes sucessos dos palcos brasileiros, tendo passado pelo Rio de Janeiro e São Paulo.

O cenário criado por Gringo Cardia ambienta a casa de Jorge (Daniel Dantas) e Marta (Zezé Polessa), que recebem os jovens Nick (Erom Cordeiro) e Mel (Ana Kutner) para um drink após uma festa. São dois casais de diferentes idades, mas com questões em comum. Os anfitriões, casados há mais de 20 anos, vivem uma relação de amor e ódio, na qual um segredo parece unir e, ao mesmo tempo, transformar a vida de ambos em uma grande ilusão. Já os visitantes têm um relacionamento aparentemente perfeito, mas, quando envolvidos nos jogos mentais e sexuais do primeiro casal, deixam transparecer as mentiras que os cercam.

Marta surge como uma mulher debochada e perversa que tripudia sobre o marido, ressaltando suas fraquezas enquanto se insinua para Nick. As brigas começam a revelar o caráter dos personagens e a descortinar os segredos do casal mais jovem. A grande virada de Jorge se dá quando ele propõe aos visitantes uma sequência de jogos repletos de crueldade.

Nos textos de Albee nada é o que aparenta. Situações que começam aparentemente reais rapidamente entram na esfera da fantasia. Pela maestria com a qual Albee constrói seus personagens, a peça ganha dimensão universal, mesmo sendo ambientada no Campus de uma universidade americana, uma espécie de comunidade onde todos se conhecem.

SERVIÇO

“Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Duração: 140 minutos / Recomendação: 14 anos / Gênero: drama
Dias 22 a 24 de agosto – sexta, às 21h; sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec – Praça 7, S/N, Centro
Ingressos: Plateia I: R$ 60,00 / Plateia II (mezanino): 60,00/ Plateia II*: R$ 50,00 - Valor promocional limitado a 20% da capacidade da casa. Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001)
Informações: (31) 3201-5211

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Os prevaricadores voltaram

Vai começar mais uma temporada de “Adultérios e Outras Pequenas Traições”. São seis histórias picantes e engraçadas envolvendo amor, sexo e traição. O espetáculo está circulando em cidades de diversas regiões de Minas Gerais (Pará de Minas, Governador Valadares, Poços de Caldas, Teófilo Otoni, Itaúna, Pouso Alegre, Juiz de Fora, Uberaba, Diamantina, Ipatinga, Montes Claros e Varginha), mas agora é hora de dar uma pausa nas viagens e retornar à BH.

Em cena estão personagens e situações que nos remetem a realidades variadas - de uma família tradicional a relacionamentos pouco convencionais. São sempre casos de traição, apresentados de forma bem humorada e em flashes. A comédia da Cia da Farsa tem texto e direção de Sérgio Abritta. 

Os atores Alex Zanonn, Alexandre Toledo, Jacqueline Calazans, Marcus Labatti, Pedro Vieira e Sidneia Simões se revezam em vários papéis para abordar tramas que nem sempre são inspiradas em fatos concretos, mas tratam de situações possíveis. O cenário é de Elton Monteiro e figurino de Alexandre Colla; a luz é de Yuri Simon; maquiagem de Márcia Carvalho. A produção é da própria Cia da Farsa.

SERVIÇO

Comédia “Adultérios e Outras Pequenas Traições"
De15 a 24 de agosto de 2014
Sexta e sábado, 20h30 – domingo, 19 horas
Teatro da Cidade - Rua da Bahia, 1.341
Texto e direção: Sérgio Abritta
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos: R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia (na bilheteria do Teatro) e R$ 12 nos postos do Sinparc

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Grupo ImproColetivo comemora 3 anos e apresenta novos integrantes

Subir ao palco sem saber o que fazer. A situação, que pode parecer bastante assustadora pra uns, faz parte da rotina de quem pratica o teatro de improvisação. A “Impro”, como é carinhosamente chamada por aqueles que gostam dessa arte, é o mote do espetáculo “Coletivo da Improvisação”, do grupo ImproColetivo, que completa 3 anos em agosto.

Para celebrar a data, o ImproColetivo – que é formado por Bárbara Lima, Eugênio Macêdo, Janio Fonseca e Pedro Vieira – apresenta dois novos reforços: Sérgio Di Napoli e Chris Costa, que entraram para o grupo logo após a realização do 2º Campeonato Mineiro de Impro (quando o ImproColetivo garantiu a medalha de bronze).

“Eles chegam para somar”, garante Bárbara, que teve a chance de improvisar com o “Impromation”, então grupo de Chris e Sérgio, durante o campeonato. “Eles foram eliminados na 1ª fase, mas como a Impro é uma troca e a gente sempre aprende um com o outro, resolvemos chamá-los para entrar para o ImproColetivo. Que bom que eles aceitaram!”, comemora.

Apesar de todos terem outras profissões (Janio e Pedro são jornalistas; Eugênio é historiador; Bárbara é professora de teatro; Chris é fisioterapeuta e Sérgio Di Napoli é cantor), todos se encantaram pela impro desde a primeira vez que assistiram a um espetáculo do tipo.

Segundo Pedro Vieira, o público que gosta de conferir apresentações de Stand Up Comedy muitas vezes acompanha uma mesma piada de uma semana pra outra. “Na improvisação é diferente, já que é a plateia que sugere os temas segundos antes. Uma apresentação nunca é igual à outra”, compara.

É hora de celebrar!

A primeira vez que o ImproColetivo se apresentou foi em 2011 na Matriz Casa Cultural, quando ficou quase dois meses em cartaz, sempre nas noites de segunda-feira. Depois disso foram realizadas temporadas na OSS Umami Lounge (antiga casa noturna na região da Savassi), Circuito do Humor (Teatro Izabela Hendrix), Festival Escambo (Sabará) e Festival de Teatro Abobrinhas (Contagem), além de faculdades e empresas.

No “Coletivo da Improvisação”, nome dado ao espetáculo que volta em cartaz, tudo é espontâneo. As cenas são criadas na hora, sem ensaio prévio, com títulos sugeridos pelo público. A partir daí, tudo pode acontecer: boas histórias, espontaneidade e diversão ao vivo.

Entre os desafios propostos estão alguns preferidos pelo público como o “Jogo do Troca”, “Jogo do Quadrado” e “Contra o relógio”. “Nos inspiramos em grupos de sucesso, tais como a Uma Companhia e Os Barbixas, mas procuramos dar a nossa cara ao espetáculo. O desafio é a nossa adrenalina!”, diz Eugênio Macêdo.

Convidado Especial

Na curta temporada que o grupo faz na Associação Crepúsculo, haverá também a participação mais que especial do ator pernambucano Evilásio Andrade, do “Embromation”, grupo de Improvisação de Recife que já participou do programa “Tudo é Possível”, da TV Record.

O ator, que está de passagem por BH, tem treinado com o grupo aos sábados. Mas como ele mesmo diz, “Treino é treino, jogo é jogo. O que a gente faz é praticar o formato de alguns jogos, mas como os temas das cenas só serão dados pela platéia no dia, é tudo muito imprevisível”.

SERVIÇO

Espetáculo “Coletivo da Improvisação” do grupo ImproColetivo
Quando: De 8 a 10 de Agosto de 2014
(Sexta e Sábado às 21h e Domingo às 19h)
Local: Associação Crepúsculo – Rua Sertões, 147 – Prado
Valor: R$ 12 a inteira / R$ 6 a meia
Informações: facebook.com/improcoletivo ou twitter.com/improcoletivo