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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cafetão por acidente

John Turturro é um dos discípulos de Woody Allen. E deve ter uma boa relação com ele, afinal, convencer o diretor a trabalhar como ator num filme que não é dele não deve ser tarefa fácil. 

Em "Fading Gigolo", que no Brasil ganhou o título de "Amante a Domicílio", Murray (Woody Allen) é um senhor de idade que, durante uma conversa sobre sexo, diz que conhece um gigolô. Ao saber o quanto poderia ganhar como cafetão, ele tenta convencer seu amigo, Fioravante (John Turturro), a entrar para o ramo. Só que ele é um pacato jardineiro e não quer se envolver em algo do tipo. Após muita insistência de Murray, Fioravanti topa fazer um programa com a Dra. Parker (Sharon Stone), que está bastante insegura por ser a primeira vez que trai o marido. O sucesso do encontro faz com que a fama de Fioravanti corra entre as amigas da doutora, assim como ele mesmo passa a notar melhor as qualidades da nova profissão.

Uma das potenciais clientes sugeridas por Murray, no entanto, é uma viúva (Vanessa Paradis) que pertence a uma comunidade de judeus ortodoxos. E é justamente ela a que mais vai mexer com Fioravante. Ao tentar seduzi-la, ele acaba se apaixonando por ela, o que coloca em risco a sua fama como gigolô. Mas levar adiante esse amor torna-se complicado, já que ela precisa seguir à risca o que manda a tradição judaica, ao mesmo tempo em que é cortejada por um outro pretendente, o guarda Dovi (Liev Schreiber).

Os atores estão bem nos papéis, a fotografia é bonita e a trilha sonora não fica devendo. Vale ressaltar também a breve participação do "furacão" Sofia Vergara, que com toda a sua beleza chama a atenção como a amiga da Dra. Parker, que quer participar de um ménage à trois com ela e Fioravante.

"Amante a Domicílio" não é nenhuma obra-prima, mas é um filme simpático, que vale a ida ao cinema. E ainda por cima tem apenas uma hora e meia de duração.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O cinema dos anos 80 de volta em BH

A Fundação Clóvis Salgado realiza, entre os dias 22 de março e 11 de abril, no Cine Humberto Mauro, a mostra The Outsiders: Revisões dos Anos 80. Na programação, estão presentes 20 importantes filmes lançados na década de 80, identificados com uma forte marca autoral de seus diretores. A entrada é gratuita, com a retirada do ingresso meia hora antes do início da sessão, na bilheteria do Cinema.

A década de 80 presenciou uma série de filmes com enfoque comercial que marcaram a época e renderam franquias de sucesso. Por outro lado, importantes cineastas lançaram obras autorais que fugiam da lógica dos blockbusters e se tornaram clássicos. A presente mostra destaca alguns desses trabalhos, retomando filmes de diretores como Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Woody Allen, que percorrem temáticas e gêneros diversos, como o drama, a comédia, o terror e a ficção científica. São produções que abordam questões como a Guerra do Vietnã, a luta por direitos civis nos Estados Unidos e a psicose humana.

Entre os destaques da mostra, estão O Iluminado, de Stanley Kubrick, Touro Indomável, de Martin Scorsese, e Hannah e Suas Irmãs, de Woody Allen. A seleção conta também com os filmes O Portal do Paraíso, de Michael Cimino, e O Fundo do Coração, de Francis Ford Coppola. Esses últimos não foram bem compreendidos quando lançados e tornaram-se absolutos fracassos de bilheteria. O longa de Cimino, inclusive, contribuiu para a quebra de sua produtora, a United Artists. Revisões posteriores por parte da crítica e do público trouxeram novas e positivas opiniões acerca dos filmes, incluídos, atualmente, em listas com as mais importantes produções daquela década.

SERVIÇO

Mostra: The Outsiders: Revisões dos Anos 80
Data: de 22/03 a 11/04
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte
Classificação: 12, 14, 16 e 18 anos
Entrada gratuita
A retirada do ingresso, um por pessoa, será realizada 30 minutos antes de cada sessão

sábado, 7 de julho de 2012

Volare, oh oh...


Confesso que não conheço profundamente a filmografia de Woody Allen, mas desta safra mais recente eu vi quase todos: Match Point, Vicky Cristina Barcelona, Tudo Pode Dar Certo, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, Meia Noite em Paris...

Esta semana assisti Para Roma Com Amor. O diretor/ator segue em frente com sua turnê européia e, depois de filmar em Londres, Barcelona e Paris, escolheu a capital italiana como cenário de sua nova história, que é baseada na obra Decamerão, de Boccaccio.

São quatro histórias paralelas: a de um casal americano que viaja para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. A de um homem comum que da noite para o dia vira uma celebridade e passa a ter os seus passos seguidos pela imprensa. A de um arquiteto da Califórnia que visita a Itália com um grupo de amigos e vai relembrar os tempos em que estudou na Itália. E a de jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma. Ela se envolve com um ator de cinema e ele com uma prostituta, que acaba se passando por sua esposa.

Eu gostei do filme. A fotografia é bonita (dá vontade de pegar o primeiro avião rumo à Itália), as quatro histórias são boas e o desfecho delas até surpreende. O roteiro tem boas sacadas e um humor ácido e pontual característico do diretor. O elenco de estrelas também não deixa a desejar: Penélope Cruz, Alec Baldwin, Roberto Benigni, Ellen Page, Jesse Eisenberg e até o próprio Woody Allen

Dizem por aí que "um filme fraco de Woody é melhor do que a média dos outros cineastas." Bem, eu não seria tão radical assim. Apesar de não ser o melhor filme dele, é uma boa opção em cartaz nos cinemas. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Meia-Noite em Paris ressalta o charme da cidade-luz


Ontem assisti o novo filme de Woody Allen, Meia-Noite em Paris, e achei uma delícia! O longa-metragem é leve, despretensioso, e tem uma linda fotografia, o que dá uma vontade incrível de sair do cinema e ir direto para a capital francesa.

A história gira em torno do escritor Gil, vivido por Owen Wilson, que vai para Paris com a família da noiva, uma dondoca chata interpretada por Rachel McAdams.

Em busca de inspiração e deslumbrado com a cidade, ele é misteriosamente transportado aos anos 20, e vai freqüentar as mesmas festas que grandes nomes das artes, como os escritores F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway, o cantor-compositor Cole Porter, o cineasta Luis Buñel e os pintores Salvador Dalí e Pablo Picasso. Querendo ou não, acaba funcionando como uma grande aula de história!


A obra traz uma discussão interessante: a insatisfação que temos com a nossa época. Gil, romântico e saudosista, sonhava em viver nos anos 20, mas ao chegar lá, descobre que esses moradores, por sua vez, preferiam a Belle Époque, e estes, o Renascimento.

Você já pensou nisso? Confesso que já passou pela minha cabeça viver no passado, mas refém da tecnologia que sou, mudei de idéia rapidinho.

Além de Wilson e McAdams, Meia-Noite em Paris conta com um time de estrelas de primeiro escalão: os oscarizados Marion Cotillard, Adrien Brody, Kathy Bates, e até uma ponta da primeira-dama francesa, a cantora Carla Bruni, que interpreta uma guia-turística.

Eu gosto muito dos filmes do Woody Allen. Acrescento Meia-Noite em Paris à minha lista de preferidos, que já conta com Match Point e Tudo Pode Dar Certo. Não deixe de assistir!

sábado, 24 de julho de 2010

Quer um bom filme na certa? Veja "Tudo Pode Dar Certo"


Woody Allen acertou em cheio mais uma vez. Seu novo filme, Tudo Pode Dar Certo, é excelente! Uma comédia sobre relacionamentos como há muito tempo não se via, com um humor inteligente, crítico, personagens incríveis e carismáticos e um roteiro genial!

No longa, Boris Yellnikoff (Larry David) é um velho ranzinza e rabugento, cheio de neuras, mas que se acha um gênio, o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo.

Até que seu caminho se cruza com o de Melodie Celestine (Evan Rachel Wood), uma moça que veio do interior tentar a vida em NY. Ele acaba dando abrigo à ela, meio que a contragosto. Com o passar do tempo os dois acabam se envolvendo.


Woody Allen, que além de diretor é também o roteirista do filme, criou um personagem sensacional: Boris, em vários momentos, dialoga e brinca com o público. Com sua filosofia bem peculiar, ele nos conta passagens de sua vida e destila todo o seu veneno na raça humana. Ele dá cada tirada... impossível não gostar dele!

E a beleza da atriz Evan Rachel Wood impressiona! Mesmo fazendo o papel de uma loira burra, sua personagem tem um carisma e tanto. Ela é encantadora. Seu romance com Boris é conduzido de forma muito interessante, pois mesmo ao lado dela, ele continua chato e pessimista, e ela não se incomoda com isso.

Tudo Pode Dar Certo tem piadas ótimas, situações engraçadíssimas, reviravoltas hilárias (a chegada dos pais de Melody é um exemplo disso e de como o ser humano pode se transformar - preste atenção!). Enfim, o longa é um exemplar de Woody Allen em um de seus melhores momentos. Não deixe de assistir!



O filme está em cartaz nas seguintes salas da cidade:

Belas Artes 1 - 15:30, 17:30, 19:30, 21:30

Cineart Del Rey 4 - 19:30, 21:25

Diamond 2 - 12:10, 17:10, 19:20, 21:35

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E viva os pombinhos!


Os atores Penélope Cruz e Javier Bardem agora são, oficialmente, marido e mulher. Os dois se casaram no começo deste mês nas Bahamas. A cerimônia foi para pouquíssimos convidados e aconteceu na casa de amigos do casal.

Os atores começaram a namorar em 2007. Penelope Cruz, que tem 36 anos e já havia namorado Tom Cruise, ganhou um Oscar por sua atuação em Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Javier Bardem, 41, também ganhou o prêmio pelo longa Onde os Fracos Não Tem Vez.

Por falar em Penelope Cruz, vocês conhecem, a irmã da atriz? Ela se chama Monica Cruz, tem 33 anos, é dançarina, atriz e modelo, e é tão bonita quanto a irmã, dá só uma olhada: