...pelo menos por enquanto. O longa-metragem, dirigido por Selton Mello, foi o escolhido para concorrer pelo Brasil ao Oscar 2013. O filme disputava com outras 15 produções e venceu por apenas um voto. Cada um dos integrantes da comissão Audiovisual do Ministério da Cultura podia escolher até três filmes. O Palhaço recebeu 8 votos no total, seguido por Xingu, com sete votos. À Beira do Caminho teve quatro votos, enquanto Histórias Que Só Existem Quando Lembradas recebeu três votos. Heleno e Colegas ficaram com um voto cada um.
Em toda a história, o Brasil concorreu quatro vezes ao Oscar de filme estrangeiro, mas nunca levou a estatueta. Os indicados foram O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O Que É Isso Companheiro (1998) e Central do Brasil (1999). Em 2004, Cidade de Deus concorreu a quatro estatuetas, incluindo melhor diretor para Fernando Meirelles, mas não entrou na disputa de filme estrangeiro.
Eu gosto muito de O Palhaço, mas tenho minhas dúvidas se ele vai entrar na disputa. E, se entrar, terá um sério concorrente pela frente, o francês Intocáveis, que é excelente, um sucesso de público e crítica ao redor do mundo. Vamos aguardar...
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O Palhaço é o Brasil no Oscar...
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Capitão Nascimento pode ser o Brasil no Oscar 2012

O Brasil já tem o seu candidato a candidato ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2012. Tropa de Elite 2, do diretor José Padilha, foi o filme escolhido para representar nosso país no mais importante prêmio do cinema mundial. O anúncio foi feito ontem pelo Ministério da Cultura.
Escolhido entre 14 filmes, Tropa de Elite 2 - sequência do longa premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2008, retrata a violência e a ação do crime organizado nas favelas do Rio de Janeiro. Sem fugir do contexto, o filme também aborda a corrupção política e policial sob a perspectiva do Bope, batalhão de operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
O longa é a produção nacional que mais arrecadou com bilheteira na história do cinema brasileiro, alcançando mais de 10,7 milhões de espectadores.

Para ser o representante tupiniquim no Oscar, o filme de Padilha superou os seguintes filmes brasileiros:
- A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires
- As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes
- Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo
- Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini
- Estamos Juntos, de Toni Venturi
- Família Vende Tudo, de Alain Fresnot
- Federal, de Erik de Castro
- Vips, de Toniko Melo
- Histórias Reais de um Mentiroso, de Mariana Caltabiano
- Lope, de Andrucha Waddington
- Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini
- Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona
- Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade
- Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Os indicados ao Oscar serão anunciados apenas dia 24 de janeiro de 2012. A premiação acontece dia 26 de fevereiro. Eu torço pelo Brasil, claro, mas acho difícil uma sequência ganhar a estatueta. Mas vamos cruzar os dedos... com certeza Tropa de Elite 2 é um ótimo filme.
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Um filme para se emocionar
Eu já tinha ouvido falarem muito bem de A Partida quando ele esteve em cartaz nos cinemas de arte de BH. Mas na ocasião não tive oportunidade de assisti-lo. Até esse fim de semana. E hoje posso dizer, com todas as letras, que é um dos filmes mais bonitos que eu já vi em toda a minha vida!
Não conheço muito do cinema japonês e não me lembro dos seus concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009, mas o longa mereceu ter ganhado o prêmio. A Partida é de uma delicadeza absurda... emocionante, tocante, uma lição de vida e morte - sim, a morte é a temática central do filme.
A história é a seguinte: Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) trabalha como violoncelista numa orquestra, que logo é dissolvida devido à falta de público nos concertos. Sem ter condições de se sustentar, ele decide voltar com a sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki) para sua cidade natal.
Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. Será um tanatopraxista pra ser mais exato.
De início Daigo tem nojo da situação e esconde o novo trabalho da esposa. Mas aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que ela tenha uma despedida digna.
Daí você me pergunta: Como um filme com uma história dessas pode ser tão bom? Só assistindo pra ver!
O mais interessante é perceber como uma cultura tão diferente da nossa encara a morte. Independentemente da religião, o respeito com que a morte é tratada, a maneira como as cerimônias de velório são conduzidas, as consequências que elas trazem para aqueles que ficam, as discussões provocadas, enfim, tudo isso é abordado em A Partida. Soma-se a isso o drama pessoal de Daigo, abandonado pelo pai ainda criança e uma trilha sonora de arrepiar até o último fio de cabelo.
Um filmaço! E ponto.
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Não foi desta vez (de novo)

O filme Lula - O Filho do Brasil, pré-candidato brasileiro ao Oscar 2011, não passou na primeira fase de seleção e está fora da disputa.
Os nomes dos filmes escolhidos da categoria de Melhor Filme Estrangeiro foram divulgados ontem. Ao todo, 65 países inscreveram seus longas.
Os nove concorrentes, que aguardam o anúncio da lista com os cinco finalistas na próxima terça-feira, 25/01, são:
- Em Um Mundo Melhor, de Susanne Bier (Dinamarca)
- Fora da Lei, de Rachid Bouchareb (Argélia)
- Incendies, de Denis Villeneuve (Canadá)
- Dogtooth, de Yorgos Lanthimos (Grécia)
- Confessions, de Tetsuya Nakashima (Japão)
- Life, Above All, de Oliver Schmitz (África do Sul)
- Tambien la Lluvia, de Iciar Bollain (Espanha)
- Simple Simon, de Andras Ohman (Suécia)
- Biutiful, de Alejandro Gonzalez Iñarritu (México)
Uma pena o Brasil ter ficado de fora, né? Mais uma vez... mas há de chegar o dia em que um filme nacional irá levar a estatueta!
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Pedro Henrique Vieira - Jornalista, ator, cinéfilo, viciado em TV, música, internet e cultura pop em geral!
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