segunda-feira, 30 de junho de 2014

A diversidade da música brasileira em BH


O inédito “Festival Vozes do Brasil” desembarca na capital mineira no próximo dia 8 de julho. Durante cinco noites, o palco do Teatro Oi Futuro Klauss Vianna recebe uma programação com nomes de peso, que se apresentarão com formações que exaltam a diversidade da música popular brasileira.

Participam dos shows os músicos Karina Buhr, Marina Lima, Anelis Assumpção, Zélia Duncan, Ana Cañas, Flávio Renegado, Marina Machado, Marcelo Jeneci, Pedro Morais e Paulinho Moska. O acesso será gratuito.

O festival tem origem no programa de rádio “Vozes do Brasil”, criado pela jornalista Patrícia Palumbo. Há 15 anos no ar, o programa é transmitido em diversas rádios do país (na Inconfidência 100,9 FM de BH o programa passa toda terça, às 22h) e também na internet e é testemunha das transformações ocorridas na última década na música popular brasileira.

Esta é a primeira edição do projeto que pretende circular pelo Brasil, com uma seleção de artistas que reúne o que há de mais interessante e autêntico na música brasileira contemporânea. 


PROGRAMAÇÃO

Dia 8 de julho (terça-feira)
Pedro Morais convida Paulinho Moska

Dia 9 de julho (quarta-feira)
Marina Machado convida Marcelo Jeneci

Dia 10 de julho (quinta-feira)
Ana Cañas convida Flávio Renegado

Dia 11 de julho (sexta-feira)
Anelis Assumpção convida Zélia Duncan

Dia 12 de julho (sexta-feira)
Karina Buhr e Marina Lima


SERVIÇO 

Festival Vozes do Brasil
De 8 a 12 de julho, às 21 horas
Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (Av. Afonso Pena 4001, Mangabeiras)
Acesso gratuito (ingressos distribuídos uma hora antes de cada show)
facebook.com/festivalvozesdobrasil
Informações: (31) 3222-3242

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Panem hoje, Panem amanhã, Panem sempre

Está no ar o primeiro comunicado oficial da Capital aos cidadãos de Panem pela TV Capital. O pronunciamento do Presidente Coriolanus Snow (Donald Sutherland) é acompanhado pela silenciosa presença de Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e reforça o slogan de seu governo: "Panem hoje, Panem amanhã, Panem sempre".

Vamos dar uma olhada:



Na mesma ocasião também foram divulgados os pôsteres dos Heróis dos Distritos de Panem; cidadãos-símbolo da gratidão que o país tem por suas subdivisões. Foram homenageados os Distritos da Tecnologia (3), Pesca (4), Transporte (6), Madeira (7), Grãos (9), Pecuária (10) e Mineração (12).















Baseado no terceiro livro da trilogia de Suzanne Collins, o roteiro de ambos os filmes é de Danny Strong.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e 2 estrearão em 21 de novembro de 2014 e 20 de novembro de 2015, respectivamente.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Em busca do príncipe encantado

A atriz Mônica Martelli, durante oito anos, esteve em cartaz pelo Brasil com o espetáculo "Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou". Foram mais de 2 milhões de espectadores. Tamanho sucesso tinha mesmo que sair dos palcos e parar nas telonas. 

Como já era de se esperar, o longa, que estreou no fim do mês passado, repetiu o feito do teatro e já foi visto por mais de 1 milhão de pessoas. Eu não vi a peça teatral, mas assisti o filme neste fim de semana e achei bem divertido.

A história gira em torno de Fernanda (Mônica Martelli), de 39 anos, que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento, mas é solteira. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

Além da protagonista (que diga-se de passagem está em ótima forma física aos 46 anos), também estão no elenco o humorista Paulo Gustavo, como Anibal, o sócio gay dela; e Daniele Valente, no papel da atriz e amiga Nathalie. Os dois são responsáveis por muitos momentos cômicos do filme.

E entre as desventuras amorosas de Fernanda estão o senador bonitão e mulherengo vivido por Eduardo Moscovis; um milionário excêntrico interpretado por Humberto Martins; e Peter Ketnath, que faz um gringo hippie que mora no meio do mato na Bahia. Ah, sem esquecer do arquiteto Tom (Marcos Palmeira), que aparece no filme justamente para que você saia do cinema com esperanças de que o amor pode estar ao seu lado...

"Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou" reforça que as comédias são mesmo o grande filão a ser explorado pelo cinema brasileiro. E quando o foco está nos relacionamentos, querendo ou não, há uma identificação por parte do público, o que só contribui para o aumento da bilheteria. Ou vai me dizer que você não conhece uma mulher na faixa dos 30 anos, solteira, com a vida amorosa complicada, desesperada para casar e ter filhos?

Mesmo voltado para elas, o longa-metragem também é uma boa pedida para os homens, que irão compreender um pouco mais o universo feminino.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O outro lado da história

Quem está acostumado a conhecer os contos de fadas apenas através dos filmes da Disney pode se frustrar assistindo a recentes longas metragens baseados nessas histórias. Romanceados, eles acabam se transformando em versões maniqueístas água com açúcar. Um exemplo: você sabia que a Pequena Sereia original morre no final e se transforma em arco-íris? E que a Bela adormecida não acorda de seu sono profundo com o beijo do príncipe? Ops, melhor parar por aqui antes que eu revele fatos importantes.

Baseado justamente no conto da Bela Adormecida, Malévola, em cartaz nos cinemas, conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre os dois reinos diferentes, o dela e o dos humanos, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). 

Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura princesa.

Eu achei o filme bem interessante. O reino dos Moors é lindo, muito colorido e cheio de criaturas mágicas - mérito da equipe de efeitos visuais. Mas é Angelina Jolie quem carrega o filme nas costas. Mesmo com as maçãs do rosto exaltadas pela maquiagem e grandes chifres, ela está linda. Bastante expressiva, passa boa parte do tempo nas sombras, observando Aurora.

E seguindo uma tendência recente (em filmes como "Frozen - Uma Aventura Congelante" e "Valente"), Malévola dá espaço a um amor muito mais fraternal do que o tradicional "amor à primeira vista" entre o príncipe e a princesa. O ódio e o desdém da protagonista pela adolescente, aos poucos, acaba dando lugar ao amor e a admiração àquela que um dia ela amaldiçoou. Os coadjuvantes também estão bem, tais como Diaval (Sam Riley), o corvo que vira gente, e o trio de fadas atrapalhadas.

Resumindo: Malévola não é nenhuma obra-prima, mas uma grande diversão que, mesmo com um clima sombrio, vai agradar também às crianças (de todas as idades, diga-se de passagem). E tem a Angelina Jolie, claro. Só isso já vale a ida ao cinema.

sábado, 7 de junho de 2014

Calma Aí, Coração...

Na sexta-feira 13 de junho, às 19h, o cantor e compositor Zeca Baleiro estará na Livraria Mineiriana (Rua Paraíba, 1419, Savassi), em Belo Horizonte, para uma noite de autógrafos que marca o lançamento do CD e DVD "Calma Aí, Coração", que apresenta um repertório baseado no álbum de inéditas "O Disco do Ano".

Gravado no Vivo Rio, o show que originou o sétimo DVD de sua carreira mistura canções autorais, composições em parceria e regravações como "PriceTag", hit da britânica Jessie J. e primeiro single do álbum; "Disritmia", de Martinho da Vila; e "Maresia", sucesso na voz de Marina Lima. O CD ainda traz como faixa bônus "A Maçã", de Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta.

A música de abertura, tanto do CD quanto do DVD, é o rap "O Desejo", uma das 11 faixas assinadas por Zeca. Dessas 11, seis são composições em parcerias: com Hyldon (a faixa-título "Calma aí, Coração"), Lúcia Santos ("Último Post"), Kana ("O Amor Viajou"), Wado ("Zás"), Frejat ("Nada Além") e Alice Ruiz ("Quase Nada").

Um dos destaques do DVD são os extras, que trazem entrevistas com os parceiros Frejat, Hyldon, Kana, Lúcia Santos e Wado, em papos descontraídos e musicais com Baleiro. Composta especialmente para o show, a inédita "Funk da Lama" encerra o espetáculo com uma hilária coreografia criada por Baleiro, bem-humorada paródia à onda de músicas coreografadas que invadiu a cena da música brasileira.

Entre os extras, há ainda os clipes de "Calma aí, Coração", "Meu Amigo Enock" e "Tattoo".

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mostra "HUMBERTO" termina em grande estilo

O encerramento da Mostra dedicada a Humberto Mauro – O grande pioneiro do Cinema Brasileiro levará ao Grande Teatro do Palácio das Artes a obra-prima dele, Ganga Bruta, nos dias 10 e 11 de junho, às 20h30. Os ingressos custam 10 Reais a inteira.

A trilha sonora será executada ao vivo pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Na ocasião, será prestada homenagem a Cyro Siqueira, nome decisivo da crítica cinematográfica mineira e brasileira. O processo de recuperação da partitura original, feita pelo Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Marcelo Ramos, levou 3 meses para ser concluída.

GANGA BRUTA

Filme de 1933, produzido para a Cinédia, Ganga Bruta aborda tema polêmico para a época – violência urbana e repressão sexual. Consta na sinopse que na noite de núpcias, homem descobre que sua mulher não era virgem e, enfurecido, a mata. Depois, enriquece e se apaixona por uma jovem inocente.

Relegado ao esquecimento, o filme foi recuperado em 1952 para a 1ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro, que o consagraria como a obra-prima de Humberto Mauro. Anos depois, em sua Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, Glauber Rocha o consideraria “um dos vinte maiores filmes de todos os tempos” e atribuiria a Humberto Mauro o título de “pai do cinema brasileiro”.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um choque de bilheteria


* Contém spoilers

OK, você já sabe que a Sony resolveu recontar a história do Homem-Aranha e pra isso contratou um novo diretor, elenco, blá blá blá... os mais puristas podem até ter ficado bravos, já que os astros Tobey Maguire e Kirsten Dunst ficaram de fora, mas pra mim esse "reboot" veio bem a calhar.

Dirigido por Marc Webb, a saga de "O Espetacular Homem-Aranha" traz um herói mais fiel aos quadrinhos, divertido, bem-humorado, capaz de fazer piadinhas enquanto luta. O ator Andrew Garfield, mais franzino e com ar de adolescente, mandou bem no papel, assim como Emma Stone, que interpreta Gwen Stacy, primeira namorada do mascarado.

A equipe está de volta em "O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro". É um bom filme, mas eu ainda prefiro o anterior. Desta vez, Peter tem novos desafios pela frente: enfrentar os traumas e dramas do seu passado, lidar com a volta do seu amigo Harry Osborn (Dane DeHaan) e manter o perigoso romance com Gwen, mesmo após prometer a seu pai que ficaria longe da garota. Nesse meio tempo ainda terá de lutar contra os vilões Electro, Duende Verde e Rino para salvar Nova York.

Dos três vilões, o que tem mais espaço é Electro, claro. Interpretado por Jamie Foxx, ele é tipo um "Zé Ninguém" que trabalha na Oscorp. Salvo pelo Aranha uma vez, se torna obcecado pelo herói, uma espécie de fã nº 1 dele. Até que um acidente envolvendo enguias e alta carga elétrica irá transformá-lo num ser de pura energia, capaz de viajar pelos cabos elétricos e deixar NY às escuras.

Dane DeHann, por sua vez, dá ao Duende Verde um ar de loucura típico do personagem, mas tem pouco espaço na trama. E o Rino (Paul Giamatti) então, dá só um gostinho do que virá na sequência, uma vez que aparece somente nos minutos finais.

Infelizmente eu vi o filme dublado, o que prejudicou muito o áudio. Tinham falas que eu mal conseguia compreender. Os efeitos visuais são incríveis, mas mais parece um video-game, de tão vertiginosas que são as cenas, principalmente com o Homem-Aranha balançando entre os inúmeros arranha-céus de Manhattan, jogando sua teia pra lá e pra cá.

Pelo menos eles foram fiéis à trama da Gwen (quem conhece a história dos gibis sabe que ela morre ao tentar ser salva pelo Aranha), o que abre espaço para a entrada da Mary Jane no próximo filme, que será lançado em junho de 2016. E já existe contrato para um quarto, que estreará em 2018.

Resumindo: "O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro" é um filme divertido, com ótimas cenas de ação, elenco carismático, mas que poderia ser um pouco menor e sem tantas subtramas.

sábado, 24 de maio de 2014

X-Men e o futuro do pretérito

* Contém spoilers

Você sabe quantos filmes dos X-Men já foram feitos? Vamos lá: "X-Men - O Filme" (2000), "X-Men 2" (2003), "X-Men - O Confronto Final" (2006), "X-Men - Primeira Classe" (2011), além dos filmes do Wolverine: "X-Men Origens - Wolverine" (2009) e "Wolverine - Imortal" (2013). Ou seja, é filme pra caramba, o que faz da franquia uma das mais lucrativas da história do cinema.

E acaba de estrear o novo longa-metragem da série, "X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido", novamente dirigido por Bryan Singer (que havia comandado os dois primeiros). Uma volta triunfal, diga-se de passagem, já que o filme é fantástico!

A históia começa num futuro apocalíptico, onde os mutantes são caçados impiedosamente pelas Sentinelas, gigantescos robôs criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage). Os poucos sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão também mortos. Entre eles estão o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman), que buscam um meio de evitar que sua raça seja aniquilada.

O meio encontrado é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970. Lá ela ocupa o corpo do Wolverine da época. Para impedir a ação de Mística (Jennifer Lawrence), que havia assassinado Trask, ele terá de convencer os jovens Professor Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) a trabalhar juntos.

Além de rompidos, os dois enfrentam problemas: X perdeu os poderes por causa de remédios que lhe permitem andar e Magneto está preso em pleno Pentágono pelo suposto assassinato de John F. Kennedy, numa das várias referências políticas do filme, que incluem também a Guerra do Vietnã e a era Richard Nixon.

Um belo roteiro, não?



Os efeitos especiais de "X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido" são excepcionais. Preste atenção em como os mutantes enfrentam as sentinelas do futuro, unindo seus poderes em prol de um inimigo em comum. É muito legal. Tem também a cena em que Magneto literalmente arranca um estádio do chão e cerca a Casa Branca. Incrível! Pra não dizer na mais sensacional de todas, quando somos brindados pela performance de Mercúrio (Evan Peters) e sua super velocidade, em meio a um tiroteio na cozinha do Pentágono. Irreverente e magnífica!

Esse lance de colocar as realidades em paralelo, passado e futuro, e como a mudança do passado influi diretamente nos acontecimentos futuros, pode soar um pouco confusa às vezes, mas nada que prejudique a história. Outro mérito foi unir atores de todos os outros filmes, mesmo que alguns tenham apenas algumas pontas. É legal ver seus personagens favoritos ali e até mesmo descobrir o que aconteceu com eles depois desses hiatos. E esse filme abre precedentes também para novos longas-metragens, já que funcionou como um reboot da série.

Como já é de costume nos filmes da Marvel, há também uma cena extra pós-créditos: um jovem de pele azul construindo as pirâmides através da telecinese e sendo idolatrado por uma multidão de egípcios. Trata-se do Apocalypse, um dos maiores vilões do universo X-Men. O filme “X-Men: Apocalypse” já está confirmado para 27 de maio de 2016, com direção do mesmo Bryan Singer. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cafetão por acidente

John Turturro é um dos discípulos de Woody Allen. E deve ter uma boa relação com ele, afinal, convencer o diretor a trabalhar como ator num filme que não é dele não deve ser tarefa fácil. 

Em "Fading Gigolo", que no Brasil ganhou o título de "Amante a Domicílio", Murray (Woody Allen) é um senhor de idade que, durante uma conversa sobre sexo, diz que conhece um gigolô. Ao saber o quanto poderia ganhar como cafetão, ele tenta convencer seu amigo, Fioravante (John Turturro), a entrar para o ramo. Só que ele é um pacato jardineiro e não quer se envolver em algo do tipo. Após muita insistência de Murray, Fioravanti topa fazer um programa com a Dra. Parker (Sharon Stone), que está bastante insegura por ser a primeira vez que trai o marido. O sucesso do encontro faz com que a fama de Fioravanti corra entre as amigas da doutora, assim como ele mesmo passa a notar melhor as qualidades da nova profissão.

Uma das potenciais clientes sugeridas por Murray, no entanto, é uma viúva (Vanessa Paradis) que pertence a uma comunidade de judeus ortodoxos. E é justamente ela a que mais vai mexer com Fioravante. Ao tentar seduzi-la, ele acaba se apaixonando por ela, o que coloca em risco a sua fama como gigolô. Mas levar adiante esse amor torna-se complicado, já que ela precisa seguir à risca o que manda a tradição judaica, ao mesmo tempo em que é cortejada por um outro pretendente, o guarda Dovi (Liev Schreiber).

Os atores estão bem nos papéis, a fotografia é bonita e a trilha sonora não fica devendo. Vale ressaltar também a breve participação do "furacão" Sofia Vergara, que com toda a sua beleza chama a atenção como a amiga da Dra. Parker, que quer participar de um ménage à trois com ela e Fioravante.

"Amante a Domicílio" não é nenhuma obra-prima, mas é um filme simpático, que vale a ida ao cinema. E ainda por cima tem apenas uma hora e meia de duração.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O doce sabor da rebeldia


Ontem eu assisti "Divergente", adaptação para o cinema do livro de mesmo nome escrito por Veronica Roth. São três no total: Divergente, Insurgente e Convergente, todos já lançados. Qualquer semelhança com "Jogos Vorazes" não é mera coincidência. Fui meio desconfiado, achando que seria uma cópia barata, mas me surpreendi positivamente. É um filme muito legal!

A história se passa numa futurística Chicago. Depois da guerra, a população se dividiu em 5 diferentes facções, que procuram conviver em harmonia. São elas: a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição, cada uma representando um valor diferente e com o seu papel na sociedade.

Quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher uma para morar.. Apesar da família viver na Abnegação, ela surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos (a Audácia). Ao entrar nela, torna-se Tris e começa a enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, ela conhece Four (Theo James), um dos líderes da facção.

O que poucos sabem é que Tris é uma divergente, uma espécie de mente avançada capaz de se dar bem em mais de uma facção. Só que as pessoas deste tipo são consideradas um perigo à sociedade pelos membros da Erudição, que armam uma espécie de motim para tomar o poder. A maioria dos conflitos vai surgir daí - ela tentando manter seu segredo, ao mesmo tempo em que precisa combater a ameaça dos eruditos com a ajuda de Four (outro divergente), por quem se apaixona.

 

Entre as coisas que me irritaram no longa-metragem, por exemplo, está o fato dos jovens terem que escolher um dos clãs para viver, uma referência clara à Harry Potter, quando os protagonistas precisam descobrir se vão pra Grifinória, Sonserina, etc. Outra coisa que copiaram foi quando Four é dominado pelo clã da Erudição e passa a agir contra Tris. Quem leu "Esperança", terceira parte da trilogia Jogos Vorazes, sabe que eles também fazem uma lavagem cerebral no Peeta.

A protagonista Shailene Woodley, apesar de bonita e talentosa, não tem a força dramática de Jennifer Lawrence (a Katniss de Jogos Vorazes), na minha opinião. Uma boa surpresa no elenco é a atriz Kate Winslet como a vilã Jeanine Matthews, que dá um ar mais adulto à produção.

Mas tirando essas coisinhas, "Divergente" é uma ótima diversão. Acho até que vou começar a ler os livros, geralmente bem melhores que os filmes. Ah, e reparem no ator Ansel Elgort, que interpreta o irmão de Tris. Ele e Shailene Woodley serão os protagonistas de "A Culpa é das Estrelas", outro filme que promete em 2014!